Geração de emprego em Sergipe atinge pior resultado em mais de dez anos

O nível de emprego em Sergipe atingiu o pior estágio dos últimos 13 anos para os meses de novembro. De acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, o mês fechou com um saldo de 37 novas vagas, número bem inferior que em 2006, quando o saldo foi de 267 novos postos de trabalho e o menor já registrado pela série histórica desde então. Na comparação com o mês de outubro o aumento foi de 0,01%.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no décimo primeiro mês deste ano ocorreram 624 contratações contra 587 demissões. O setor de atividade que mais contribuiu para este resultado foi o Comércio, que abriu 568 novas vagas, superando as perdas de 432 postos de trabalho com carteira assinada no setor da Indústria de Transformação. A Construção Civil também registrou um número considerável de demissões - foram 143.  

Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os que fecharam o mês com melhor saldo de emprego foram Aracaju (259), Simão Dias (93), Capela (72), Nossa Senhora da Glória (56) e Lagarto (51).

No acumulado do ano, o Caged aponta uma perda de 2.961 postos de trabalho formal entre janeiro e novembro de 2015, o que representa quase 1% a menos do que no mesmo período de 2014. Já nos últimos 12 meses a retração é de 1,5%, com 4.776 vagas a menos.

Brasil

O número de postos de trabalho com carteira assinada fechados no país chegou a 130.629, número que representa uma queda de 0,32% no total de trabalhadores formais, em comparação com o resultado do mês anterior.

O Ministério do Trabalho avalia que houve desaceleração no ritmo de queda de postos ocupados no mercado de trabalho brasileiro. Em outubro, o número de empregos havia decrescido 0,42% (169.131 postos a menos), em relação a setembro.