Jackson Barreto avisa: “Eu quero ser respeitado como Governador do Estado”

Jackson concede entrevista, cobra ação do comandante geral da PM, diz que ex-presidente do Simpol tem uma maneira agressiva de tratar as pessoas e exige respeito

O governador Jackson Barreto (PMDB), concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira (23), ao programa jornal da Ilha e aproveitou para mandar um duro recado aos representantes do Tribunal de Contas do Estado, Assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça e Ministério Público. “Eu quero que haja respeito entre os poderes. Eu quero que me respeite como governador”, avisou Jackson Barreto.

O aviso feito pelo governador foi em função a uma declaração feita pelo novo presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Clóvis Barbosa, que recentemente disse que “há dinheiro e o que falta é gestão pública”. Clóvis não se referiu ao governo do estado. A declaração do conselheiro foi baseada em recente inspeção do TCE orientada por ele na Secretaria da Saúde.

Por conta disso, na manhã de hoje, ao conceder a entrevista, Jackson foi firme ao afirmar que “o presidente da TCE, TJ, Assembléia e MP não é mais que eu. Prefiro adotar um postura harmônica e colaborativa com os órgãos. Somos todos iguais e temos grandes responsabilidades com o povo. De sorte que eu respeito a todos e quero que me respeitem como governador”, afirmou.

Jackson Barreto, além de mandar recado aos representantes dos órgãos, cobrou mais trabalho do comandante da policia militar, coronel Mauricio Iunes. O governador usou os microfones da Ilha para dizer que “comandante Iunes, a minha terra Santa Rosa de Lima está faltando segurança. Precisa mais policia e não é por ser terra do governador”, cobrou Jackson e complementou: “Apesar de todos os investimentos, ainda precisamos fazer mais pela segurança de Sergipe. Estamos trabalhando, justamente com a SSP para melhorar a segurança no estado”, disse.

Ainda durante a entrevista, o ex-presidente do Simpol, o policial civil Antonio Moraes também foi criticado pelo governador. Moraes questionou o porque o governo não encaminhava um projeto de lei à Alese para acabar com as aposentadorias de ex-governadores e ex-primeiras-damas.

Em resposta a Antonio Moraes, o governador contou que “já chegou em minhas mãos um processo para tirar esse rapaz. Mas eu não vou fazer isso porque não é do meu perfil. Esse rapaz tem uma maneira muito agressiva de tratar as pessoas. O que ele quer na verdade é fazer agressões. Eu ficaria grato a ele se ele entrasse com uma ação popular”, disse o governador.

Jackson Barreto falou ainda sobre política e voltou a afirmar que não há hipótese em o PMDB se aliar ao grupo liderado pelo prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM). “Quem tiver pensando em apoiar João Alves, que saia do PMDB”, recomendou o governador.

Ao final entrevista, Jackson Barreto voltou a ironizar a atuação dos senador Eduardo Amorim (PSC). “Você já notou que a cara do senador Amorim é igual a mister Been?. Eu não levo a sério o que ela fala. Ele é muito despreparado. Eu vejo nas criticas do senador Amorim um pouco do isolamento político. Um pouco de dor de cotovelo, essa é uma forma de ele aparecer é criticando o governo do estado.

A entrevista do governador foi concedida aos radialistas Alex Carvalho, Jailton Santana e Magna Santana, no programa Jornal da Ilha

Munir Darrage