Mercado de trabalho sergipano começa 2016 com pior resultado em 14 anos

Os efeitos da recessão que desestabilizou o mercado de trabalho brasileiro no ano passado parecem estar longe de terminar. O ano começou com más notícias para a economia. Em todo país foram fechados quase 100 mil postos de trabalho formais no primeiro mês deste ano.

Sergipe deu uma pequena parcela de contribuição e terminou janeiro com 421 menos vagas de emprego com carteira assinada - o pior resultado do mercado de trabalho no estado para os meses de janeiro nos últimos 14 anos, segundo os dados do Ministério do Trabalho. No mesmo mês de 2015, foram fechados 379 postos de trabalho.

Os setores que mais contribuíram para diminuição do emprego foram o Comércio e a Indústria de Transformação. Nos últimos 12 meses, o nível de emprego formal em Sergipe registrou o fechamento de 5.484 postos de trabalho, correspondendo a uma retração de 1,77%.


Em todo país foram fechados 99.694 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2016. O número representa queda de 0,25 % em comparação com o resultado do mês anterior e foi o pior da série histórica para meses de janeiro, ficando atrás somente de 2009, quando foram sentidos os efeitos da crise financeira internacional que abalou a economia mundial no ano anterior.

Janeiro deste ano também teve resultado pior que o mesmo período de 2015, em que foram fechados 81.774 postos de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo foi 1,59 milhão de postos de trabalho. Em dezembro de 2015, o acumulado dos 12 meses anteriores registrava queda de 1,542 milhão.

O setor que mais fechou vagas foi o comércio, com retração de 69.750 posto de trabalho, seguido pelo setor de serviços (17.159) e pela indústria de transformação (16.533).

O Ministério do Trabalho e Previdência Social atribuiu o mau resultado à “conjuntura econômica recente e a fatores sazonais”, por conta da conclusão de contratos temporários firmados no contexto das festas de fim de ano.

*Com informações da Agência Brasil
Infográfico: Will Rodrigues/Elaborado em 27/02/2016