Sergipe já registrou oito óbitos de bebês que nasceram com microcefalia

A Secretaria da Saúde de Sergipe (SES) confirmou o óbito de oito bebês que nasceram com microcefalia no Estado desde que o surto da doença começou. O boletim divulgado pela pasta na noite desta sexta-feira (19) informa que até o momento foram feitas 188 notificações de recém-nascidos com suspeita da malformação relacionada ao vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Desses, dez casos já foram descartados e 178 permanecem em investigação.

De acordo com a SES, este ano já foram registrados 31 casos da doença, no ano passado foram 157 casos. Todos estão distribuídos em 48 municípios sergipanos. “A região de Aracaju aparece com maior número de casos, 65, seguida pelas Regiões de Nossa Senhora do Socorro, Estância e Itabaiana com 32, 28, 24 número de casos acumulados, respectivamente”, detalha o boletim.

A Saúde informou ainda que 744 amostras de casos suspeitos da febre do Zika foram coletadas em Sergipe e enviadas para o Instituto Evandro Chagas, no Estado do Pará. Dessas, 128 deram negativo e as demais ainda aguardam resultado. Esta semana o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) começou a realizar os exames para diagnosticar o Zika vírus e espera reduzir o tempo resposta do exame de 60 para até 15 dias.

A microcefalia não é uma malformação nova, é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê, e pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.

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