Apesar de acordo com governo, servidores de Sergipe mantém greve

Os servidores do Estado de Sergipe permanecem em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na segunda-feira (21) em assembleia geral. Paralisados há quase dois meses, desde fevereiro, os servidores cobram a implementação integral e imediata do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), aprovado há quase dois anos.

Mesmo o governo do estado já tendo negociado com os servidores em reunião e se comprometido a implantar o PCCV em maio deste ano, a categoria afirma que essa promessa não foi o suficiente para encerrar a paralisação. “Apesar de reconhecerem a abertura de diálogo entre Sintrase e Governo, os servidores estão receosos, pois não é a primeira vez que eles deliberam o fim da paralisação e ficam sem ganho concreto. Por isso, a maioria votou por continuar em greve”, relembrou o presidente do sindicato, Diego Araujo.

Ainda continuam suspensos os serviços oferecidos nos Centros de Atendimento ao Cidadão (CEAC’s) e as atividades administrativas e operacionais das escolas estaduais, de secretarias e empresas públicas. De acordo com o sindicalista, antes da assembleia, houve mais um encontro entre o sindicato, Procuradoria Geral do Estado e Secretaria de Planejamento (Seplag), mas que foi realizada sem avanço, já que também não foi apresentado o acordo do governo.

As negociações com o governo iniciaram dia 29 de fevereiro, quase um mês após o começo da greve. Várias reuniões foram realizadas com técnicos da Seplag e membros da PGE. Em audiência de conciliação, dia 3 de março, na 18ª Vara Cível, ficou acertado que, em 15 dias, um acordo seria elaborado pelo Governo, com demonstração de dados e valores para pagar o Plano, a ser posteriormente assinado pelo governador Jackson Barreto e efetivamente implantado. Mas, segundo o Sintrase, há impasses entre demonstrativos da Seplag e o posicionamento jurídico da PGE e, por isso, os servidores saíram da reunião sem ganho real.

A categoria aguarda posicionamento mais rigoroso do governador sobre a forma como vai ser paga o Plano e solicita a presença da Secretaria de Estado da Fazenda para viabilizar o mais rápido possível o cumprimento do PCCV. Até próxima semana o Sintrase deve apresentar contraproposta. A cobrança também é por reivindicações como o pagamento da titulação, reajuste da tabela do Plano em 24,31%, pagamento da insalubridade para merendeiras, executores de serviços básicos e oficiais administrativos, concurso para Administração Geral, entre outras.

Em nota, a Seplag afirma que o PCCV dos servidores administrativos começou a ser implantado em 2015 com as incorporações das gratificações e a aplicação total é prioridade para o Governo do Estado. A assessoria explica ainda que o governo mantém o diálogo com a categoria, discutindo as principais pautas de reivindicações com os dirigentes do Sindicato. “A gestão estadual está tomando todas as medidas para aumento da arrecadação e contenção de despesas. O objetivo é que, a partir de maio, seja concluída a implantação do restante do PCCV”, conclui na nota.

Com informações da Ascom/Sintrase