Medicamentos ficarão até 12,5% mais caros a partir de hoje, dia 1º

Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (01) a Resolução da Câmara de regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários Ministérios, que aprova o aumento no preço dos medicamentos no país em até 12,5%.

Comparando com 2015, o reajuste para esse ano cresceu em 4,4%, realidade que, segundo a Interfarma, a associação que representa laboratórios farmacêuticos do país, é a primeira vez em mais de 10 anos que o governo autoriza um reajuste anual de preços acima da inflação.

A regulação é válida para um universo de mais de 9 mil medicamentos com preços controlados pelo governo e, de acordo com especialistas, o consumidor deve ficar atento para conseguir driblar o aumento.

Dicas para o consumidor

Diante do reajuste, a Proteste Associação de Consumidores dá algumas dicas para os consumidores:

Pesquise em diferentes redes, e não deixe de pechinchar. Há diferenças mesmo dentro da mesma rede, de uma loja para outra.

Consulte seu médico sobre a possibilidade de usar a versão genérica do medicamento. O genérico, em regra, é mais barato. E lembre que também há diferenças nos preços cobrados por diferentes laboratórios.

Peça para seu médico receitar o medicamento pelo nome do princípio ativo e não pelo nome de marca. Assim, será mais fácil verificar a existência de genéricos e optar pelo mais barato.

Consulte o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos que constam da lista do Programa Farmácia Popular, que oferece remédios gratuitos e com preços até 90% mais baratos. Há uma série de farmácias e drogarias que participam do programa.

Para quem tem doença crônica, também outra forma de economia é a adesão a programas de fidelização de laboratórios. A adesão é feita pelo site das empresas ou por um telefone 0800, identificado nos rótulos dos produtos. Dependendo do medicamento, os descontos chegam até 70%.