Pesquisa indica 100 mil pessoas sem emprego formal em Sergipe

O último trimestre de 2015 terminou com 100 mil pessoas sem carteira assinada em Sergipe. A taxa de desocupação analisada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE) subiu 1,2 ponto percentual entre outubro e dezembro do ano passado e fechou em 9,8% da população economicamente ativa.

Os dados, divulgados pela Fecomércio/SE nesta terça-feira (12), constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento indicou que a taxa de desocupados é a maior desde o primeiro trimestre de 2013, quando  116 mil pessoas estavam sem emprego formal.

Em Aracaju, o número supera os resultados do estado em si, com 10,6% de taxa de desocupação, o que representa 32 mil aracajuanos.  Já, considerando a região metropolitana, o número sobe para 51 mil cidadãos sem ocupação remunerada.

As pessoas desocupadas, segundo a Fecomércio, estão em situação de trabalho precário, não-remunerado, ou remunerado ocasionalmente (de auto-ocupação), em ajuda a negócios de parentes ou amigos. Fatores decorrentes da crise econômica que afeta o estado, como a redução da atividade produtiva e o aumento do desemprego, formal e informal contribuíram para formação do quadro atual. Se a taxa de desocupação seguir a tendência de crescimento, como mostra a pesquisa, a situação pode se agravar.

A pesquisa do IBGE revelou também o rendimento real médio recebido pelas pessoas ocupadas com carteira assinada, em todas as atividades econômicas. Entre outubro e dezembro de 2015 o trabalhador sergipano recebeu em média R$ 1.263. No trimestre anterior o rendimento médio real era de R$ 1.274. Em Aracaju, o rendimento médio dos trabalhadores com carteira assinada caiu de R$ 2.504, em 2014 para R$ 2.394, no ano passado.

De acordo com o presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, a perspectiva para os próximos meses é de piora no mercado. Laércio alerta que a taxa de desocupação em Sergipe, pode superar os 10% nos próximos meses.

“O rendimento médio real recebido pelo trabalhador do setor privado, com carteira de trabalho assinada, vem caindo ao longo do ano de 2015. A queda da renda do trabalhador formal é ruim para a economia, pois reduz a demanda no comércio e nos serviços, implicando em queda da atividade econômica da indústria. O ciclo econômico entra na fase depressiva, e, com isso, a deterioração do mercado de trabalho pode se acentuar. A dimensão dos problemas sociais que o desemprego pode causar é incalculável. Diante do que a taxa de desocupação nos revela, é imprescindível reverter essa tendência de precariedade do mercado de trabalho sergipano”, comentou o presidente.

Laércio lembrou que é primordial pensar em alternativas para essas pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Qualificar o capital humano é extremamente importante em tempos de economia retraída. “O Governo tem um papel primordial na construção e execução de política de qualificação profissional focadas nessa população, e combinadas com a demanda do mercado de trabalho. O sistema S pode contribuir sobremaneira para ajudar na reversão do quadro atual”, finalizou.

Com informações da Fecomércio/SE