Em primeiro discurso como presidente, Temer garante manter programas sociais

O novo presidente em exercício, Michel Temer (PMD-RJ) tomou posse nesta quinta-feira (12) em Brasília, junto com os 23 novos ministros. Em seu primeiro discurso, ele não citou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, afastada na manhã de hoje, e disse que queria uma cerimonia de sobriedade, sem entusiasmo. “É um momento ingrato que estamos passando, não é momento de celebrações, mas de profunda reflexões. Não podemos olhar para frente com os olhos de ontem”, disse. Ele declarou o “respeito institucional a presidente Dilma Rousseff”, porém não citou os motivos pelos quais ela foi afastada do cargo. 

Temer garantiu que não acabará com programas sociais. Citou também algumas medidas para retomar a economia do país e prometeu manter as investigações da Operação Lava Jato. “Reafirmo que vamos manter os programas sociais, o Bolsa Família, Pronatec, ProUne, Minha Casa Minha Vida, Fies, e outros que deram certo. Eles terão sua gestão aprimorada. Temos que acabar com hábito de que assumindo o governo tem que acabar com o que já foi feito. Expresso nosso compromisso com essas reformas, porém nenhum dessas reformas irão alterar os direitos adquiridos pelos brasileiros”, comentou. 

O presidente afirmou que vai fazer a revisão do Pacto Federativo. “Estados e municípios precisam ter uma autonomia verdadeira”.  Conforme o novo chefe de Estado, o seu governo será gerido pelo “diálogo e esforços e para isso terá uma base parlamentar sólida”. 

Para ele “o maior desafio é estacar o processo de queda livre da atividade econômica”. E para isso citou que "já eliminou vários ministérios da máquina pública o mesmo tempo já estão encomendados discursos para eliminar cargos comissionados”. 

Michel Temer tentou ainda tranquilizar o povo brasileiro ao afirmar que a palavra de ordem é a confiança, ressaltando que não iria falar em crise, e sim em trabalho. “Minha primeira palavra ao povo brasileiro é confiança. Confiança nos valores que foram o caráter de nossa gente. Na recuperação da economia nacional, nos potenciais do nosso país. Unidos poderemos enfrentar os desafios deste momento de grande dificuldade”, pontuou. 

O pemedebista pregou a unificação do Brasil em um tom de 'governo de salvação'. “É urgente pacificar a nação e unificar o Brasil. Fazer um governo de salvação nacional. O dialogo é o primeiro passo. Ninguém tem a receita para as reformas que precisamos realizar, mas nós, governo, parlamento e sociedade vamos encontrar”, disse, complementando ainda que é “preciso resgatar a credibilidade do Brasil”.

Bocão News