Quatro mortos em supostos confrontos com a polícia em Sergipe

Quatro pessoas morreram em supostos confrontos com a polícia no início da manhã desta quinta-feira, 5, em Sergipe. Duas ocorrências foram registradas em um condomínio na avenida Rio de Janeiro, em Aracaju, e outros dois foram mortos no bairro 13, próximo ao Forródromo da cidade de Areia Branca, distante 36 km da capital.

Em Aracaju, as duas vítimas de um suposto confronto com a equipe da Radio Patrulha são acusadas de realizar assaltos usando uma motocicleta e teria feito ataques a usuários do sistema de transporte em ponto de ônibus nos conjuntos Inácio Barbosa, Augusto Franco e Orlando Dantas, segundo informações do tenente-coronel Paulo César Paiva, chefe da PM5, o setor responsável pela comunicação social da Polícia Militar de Sergipe.

A dupla que estava sem documentos foi localizada em uma motocicleta tipo XRE circulando no bairro Industrial. A equipe da RP teria feito a interceptação, com determinação de parada e teria ocorrido reação. Segundo o tenente-coronel Paiva, o suspeito que estava na garupa disparou tiros e ocorreu a perseguição. Os dois suspeitos entraram no Condomínio Parque Diamante, onde foram atingidos. Os policiais ainda os socorreram, mas ambos morreram no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

Areia Branca

Em Areia Branca, os agentes da polícia civil, vinculados ao Centro de Operações Policiais Especiais, estariam cumprindo dois mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário contra Reynald de Oliveira Lima, conhecido como Bolina, e José Leonardo dos Santos, o Léo, acusados de envolvimento em uma organização criminosa por suposto tráfico de drogas, homicídios e roubo de carga.

De acordo com as informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública, os agentes da polícia civil teriam chegado às respectivas residências no bairro 13, onde teria ocorrido o confronto. Nesta ocorrência, os dois morreram no local. Os policiais militares que estavam de plantão na 1ª Companhia do 3º Batalhão da PM foram acionados, mas foram impossibilitados de ter acesso ao local onde estavam os corpos. “Não tivemos como colher informações, fomos tratados com hostilidade e recuamos”, conta o soldado Amaral. “A família acusava a polícia”, comentou.

Em ambos os casos, os policiais apreenderam armas, supostamente utilizadas para reagir à ação policial. Em Areia Branca, a polícia civil apreendeu um revólver de calibre 38 e uma pistola de 9 mm. Em Aracaju, foi apreendido um revólver calibre 38 e também a motocicleta que estaria sendo utilizada pelos suspeitos. O veículo está sob investigação.

Por Cássia Santana / Infonet