Parte dos servidores públicos de Estância entrou o mês junino sem dinheiro no bolso

Em uma cidade onde a tradição reza pelo pagamento em dias dos servidores públicos e o mês de junho representa um acréscimo nos gastos por conta da grande quantidade de festas, variedade de guloseimas e opções de entretenimento, chegar ao final do mês e ir ao caixa eletrônico receber os vencimentos e não encontrar o salário é um martírio, uma agressão a cultura do “pagamento em dias”, à cultura do São João com dinheiro no bolso pra comprar o milho, a cerveja, a roupa nova e os fogos de artifícios.

Mais uma vez, indo de encontro a história recente da cidade, que se acostumou ao longo dos anos não tão distantes com salários na conta antes da abertura dos festejos de São João, maior data para o povo da cidade Berço da Cultura Sergipana, os servidores públicos da cidade, ou melhor, parte deles, não tiveram um início de festividade muito animada e passaram a Salva Junina de bolso vazio.

Para sorte deles, a prefeitura não realizou festas com bandas musicais no forródromo, o que poderia ser pior, pois sendo assim, os servidores não teriam como frequentar salão de belezas, lojas de vestuário, distribuidoras de bebidas e tantos outros segmentos que são aquecidos quando acontecem shows na cidade.

Mais uma vez, parte dos trabalhadores de Estância não tiveram seus salários no final do mês e segundo as informações, muitos deles, terão que esperar até o dia 10.

Segundo as informações repassadas a redação do nosso portal, parte dos servidores da saúde e da educação estão na mesma situação e não receberam ainda os proventos. Segundo relatos, estão nessa lista, parte dos agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e servidores do PSF, além dos professores e motoristas da SEME.

Além de não ter pago os salários dentro do mês, a prefeitura ainda não quitou em sua totalidade o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores.

Recomendação:

Segundo consta no site do TCE, os municípios sergipanos que estão em débito com servidores estão proibidos de realizarem festas com dinheiro público.

Por: Pisca Jr ( Júnior Alves)