Polícia investiga cinco casos de violência sexual contra menores em SE

Na última semana, a Polícia Civil abriu cinco inquéritos para investigar casos de violência sexual contra menores em Sergipe.

O mais recente teria sido praticado por um mototaxista contra seus dois filhos no município de Carira, região agreste do estado. O crime foi descoberto na noite da sexta-feira (17), quando a mãe das crianças acionou a Polícia, que efetuou o flagrante momentos depois que ele teria abusado das crianças.

Também na sexta-feira (17) uma menina de nove anos foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames de corpo de delito. O crime aconteceu na quarta-feira (15) na cidade de Salgado, região Sul do estado. De acordo com informações do Conselho Tutelar do município, o suspeito é um primo da vítima, um homem de 32 anos, que está foragido.

Segundo relatos da mãe da criança, a menina saiu de casa para ir à aula de banca, no caminho encontrou com o primo que lhe ofereceu carona. O suspeito desviou o caminho e levou a menina para um terreno baldio, onde praticou o abuso sexual.

No início da semana dois estupros coletivos foram registrados na cidade de São Cristóvão, região da grande Aracaju. Uma das vítimas foi uma menina de 11 anos, que teria sido estuprada por três adolescentes. O outro caso envolveu um adolescente de 15 anos, que foi violentado por dois homens. Já na cidade de Barra dos Coqueiros, também na região metropolitana, uma menina foi estuprada em uma escola.

Todos os casos foram encaminhados ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (CAGV) e estão sendo investigados pela delegada Lara Schuster, da Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente. Os inquéritos seguem em sigilo, conforme informação da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

No primeiro quadrimestre deste ano, o DAGV recebeu 382 denúncias de abuso de menores. Apesar de parecerem casos isolados, todos descortinam uma triste realidade: na maioria dos casos o agressor tem uma relação de proximidade, e às vezes, até consanguínea com a vítima, o que, quase sempre, acaba por inibir a denúncia. “Muitas vezes o provedor da família é o abusador e as mães acabam não denunciando por conta da dependência econômica e emocional”, aponta a delegada Lara Schuster.

Denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes representam 20% desse tipo de violência no Brasil, segundo estimativas do Governo Federal. Além do 181 da Polícia Civil e dos Conselhos Tutelares, qualquer pessoa pode fazer uma denúncia anônima através do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, que funciona 24 horas .

Além do Disque 100, foi criado um aplicativo no celular Proteja Brasil que dá localização e o acesso aos equipamentos públicos e serviços sociais de proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes brasileiros.

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