Análise: Os pecados e os acertos do Sergipe após Campeonato Sergipano

Quando o torneio começou, o time mostrou bom futebol, para frente, mas com pecados fatais como a falta de precisão e erros constantes no setor defensivo. E, o que parecia uma grande campanha, encerrou sem vitórias, apenas quatro pontos conquistados em seis jogos, o que resultou não só na eliminação, mas também na última colocação do grupo A9. Terceiro colocado, o Murici teve o dobro de pontos. 

O GloboEsporte.com ouviu os jogadores, dirigentes e analisou todos os jogos para listar o que de bom (sim, teve) e ruim aconteceu na campanha do Colorado na Série D

ACERTOS

Base construída de forma rápida

Quando o Campeonato Sergipano acabou, o técnico Clemer e muitos jogadores deixaram o Sergipe e a diretoria teve que reformular praticamente todo o time para o Campeonato Brasileiro da Série D. 

Chegou Luciano Dias para comandar e a principal contratação em campo foi a do atacante Diego Neves. 

O treinador gaúcho mostrou na primeira semana de trabalho qual seria o time titular da equipe. 

A base foi construída de forma rápida e isso ajudou a aumentar a expectativa dos torcedores e imprensa em torno do time.

Time jogou para frente

Outra fato que deve ser elogiado no time de Luciano Dias é que o ataque era a prioridade. O time jogou sempre para frente. Foram inúmeros chutes a gols, jogadas envolventes e de habilidades. Sim, o Sergipe jogou bem e bonito. Só esqueceram que time que não faz, leva.

ERROS

Sistema defensivo

Se a campanha encerrou antes do esperado e o time terminou na lanterna do grupo, os erros falaram mais alto. A começar pelo sistema defensivo. O que é até compreensível, entendendo que a prioridade era atacar. Mas a maioria dos gols que o Sergipe tomou foram em jogadas simples, o onde lance parecia já controlado, como por exemplo na estreia contra o Fluminense de Feira.

Concentração

Neste quesito, todos os setores falharam. O sistema defensivo ficou exposto e, em muitos casos, devido a erros no sistema de criação, principalmente quando o jogo estava nas mãos do Sergipe.

Um grande exemplo foi na partida contra o Murici em casa, a equipe sergipana vencia, ficou com um jogador a mais e acabou levando a virada. No final do jogo, deu sorte, e conseguiu o empate no último lance da partida com Diego Neves.

Precisão

O velho ditado do futebol foi implacável. O mesmo time que priorizou o ataque, falhou muito na hora de finalizar. Foram muitas as oportunidades desperdiçadas. Nos dois jogos contra o Murici e Fluminense de Feira se o Sergipe aproveitasse 25% das chances criadas, teria vencido as quatro partidas.

Comando questionado

Segundo informações colhidas pelo GloboEsporte.com, após a partida contra o Murici no Batistão, alguns jogadores se reuniram para pedir uma metodologia diferente de treinamentos, o que foi negado. A situação ficou ainda mais complicada na semana de despedida da Série D.

Um assistente de Luciano Dias se desentendeu com o atacante Diego Neves. O jogador estava sempre entre os titulares, mas depois do episódio foi para o banco de reservas e só entrou em campo no segundo tempo do amistoso contra o Japão. O atacante inclusive mostrou-se insatisfeito com a reserva, mesmo sendo em jogos que não valiam nada.