Procura por seguro residencial cresce 5% no estado de Sergipe

Responsável por 6,2% do Produto Interno Brasileiro (PIB), o setor de seguros tem demonstrado força, mesmo diante da crise financeira registrada no país. Segundo a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor), de janeiro a agosto deste ano Sergipe registrou um crescimento de 5% no número de registros de seguro residencial.

Entre os principais motivos que contribuíram para a procura nos seguros está o aumento na criminalidade  e a economia com os benefícios apresentados nas apólices, que custam em média 0,2% do imóvel. “A penetração desse tipo de seguro ainda tem muito espaço para crescer, pois o preço é muito baixo e traz diversos benefícios ao segurado. A depender da corretora, o custo médio mensal fica em R$ 20”, explica o diretor de comunicação integrada da Fenacor, Érico José Melo Nery.

Ainda assim, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que é o órgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros, apenas 9% das residências possuem seguro no Brasil, o que demonstr que ainda há muito a crescer.

Entre as principais vantagens apontados por quem resolveu contratar o serviço estão comodidade e segurança. Para os clientes, o último item pesa bastante em caso de sinistro. “O seguro residencial nos dá uma tranquilidade para resolver rapidamente um problema dentro de casa. Já utilizei para trocar vidro das janelas, manutenção de fogões, refrigerador e até o box do meu banheiro. Se não tivesse o seguro iria pagar uns R$ 380 para a colocação do vidro”, relatou Geiza Senna, que investiu R$ 190 no seguro anual.

A notícia se espalhou pela vizinhança e no início deste ano o esposo da professora Márcia Oliveira também contratou o serviço. “No início achei que seria mais uma conta para pagar, porém na primeira necessidade percebi a economia. O último chamado foi para consertar a máquina de lavar. A seguradora nos deu uma cobertura de R$ 300 para o conserto e só completamos com R$ 50”, explicou a professora.

O administrador Sandoval Tabata é vendedor de seguro residencial e nas visitas aos clientes faz questão de dar o próprio testemunho. É que na residência dele, o santo de casa faz milagres desde 2014. “Já acionei a assistência 24 horas, consertos de micro-ondas, TV e até limpeza do ar condicionado, mas o melhor de tudo é garantir a segurança e proteção dos nossos bens com profissionais qualificados”, frisou.

Geração de Emprego

Cada cliente satisfeito é mais uma certeza de que o mercado pode abrir novos postos de trabalho e garantir estabilidade para quem está nele. São mais de 250 mil empregos e 112 seguradoras espelhadas pelo Brasil. No ano passado,  o setror movimentou mais de R$ 365 bilhões em prêmios e em 2016 o volume de negócios já se aproxima dos R$ 800 bilhões.

Há cerca de 12 anos, a empresa prestadora de serviço do gestor operacional Péricles Bomfim Santos fez os primeiros trabalhos com seguradoras, disponibilizando um variado mix de serviços [de chaveiro a eletricista]. Atualmente, ela é responsável pela cobertura de clientes de mais de dez marcas nos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia.

“Para dar conta do serviço é necessário mão de obra especializada e comprometida. Dos sete funcionários da empresa, quatro trabalham diretamente com clientes das seguradoras, que tem uma demanda de 50%. Para nós, a vantagem é ter a certeza de não sofrer nenhum tipo de golpe, ameaça e ainda receber pelo serviço na data prometida”, explica.

Há mais de oito anos, o chaveiro Robson Santana integra a equipe e, por causa da renda mensal, não planeja em deixar o posto tão cedo. “A gente tem carteira assinada, recebe o salário mínimo e mais a gratificação. A depender da quantidade de serviços no mês, consigo tirar até R$ 1300, não é nada mau para quem tem apenas o ensino médio. Então quanto mais serviços, melhor pra gente”, diz Santana.

Já se passaram 16 anos desde que o bombeiro hidráulico, João José Santos, e outros três amigos juntaram-se para trabalhar como prestadores de serviço em uma seguradora com sede em São Paulo. “Nós montamos a empresa com serviço elétrico, de carpintaria e hidráulica. Deu tão certo, que coloquei meus dois filhos no ramo”, conta João José.

Como escolher um bom seguro

Os especialistas dizem que um bom seguro residencial é aquele que se encaixa as expectativas e necessidades do consumidor, não adianta pagar por tantos serviços se não serão utilizados. É preciso observar o melhor custo-benefício.

“É importante a contratação através do corretor de seguros, pois são diversas as opções de coberturas. O profissional vai identificar as necessidades do segurado, indicando a seguradora que oferece o melhor seguro”, alerta o diretor de comunicação integrada da Fenacor, Érico José Melo Nery.


Prejuízo

Em 2008, a animadora a publicitária Maria Almeida viveu uma experiência angustiante provocada por um incêndio no quarto da casa onde mora com a família. Como de costume, antes de sair para o trabalho deixou uma vela acesa sobre a base de plástico de um oratório que destruiu todo o compartimento.

“Na correria nem nos riscos e fui para o trabalho para retornar somente à noite. Neste intervalo, a vela derreteu e a chama passou para o oratório e pelo quarto, que estava fechado. Os vizinhos perceberam a fumaça, avisaram aos meus pais que estavam em casa e chamaram os Bombeiros, mas o fogo já tinha consumido tudo”, contou.

A publicitária só foi avisada à noite, após sair do trabalho. “Tomei o maior susto quando tomei conhecimento do fato. Só fiquei com a roupa do couro. E pra completar,  a casa não tinha seguro residencial, mas agradeço a Deus porque ninguém ficou ferido”, relembrou.

Entre os bens consumidos pelas chamas estavam computador, cama, guarda-roupa,  televisão e vários álbuns de fotografia. “Perder parte da minha história fotográfica foi o que dou mais. Infelizmente, não houve tempo para salvar nada do que tinha no quarto”, lamentou.

G1/SE