Em Sergipe, enquanto unidades têm superlotação, presídio novo está vazio

Em Sergipe, mais de cinco mil pessoas estão presas onde caberiam menos da metade. E um presídio novinho, pronto há quase um ano, continua vazio.

São 5.500 metros quadrados de área construída com capacidade para 600 presos. O presídio de Areia Branca, no agreste de Sergipe, ficou pronto em março de 2015 e até agora está vazio.

É que lá dentro falta tudo – mobília, equipamentos de segurança como extintores de incêndio, bloqueadores de celular, sistema de comunicação. O governo do estado disse que acabou o dinheiro.

Já foram gastos R$ 11,2 milhões com a obra. Quase todo o dinheiro veio do governo federal – apenas R$ 150 mil são verba estadual.

Quando estiver funcionando, o presídio vai receber presos à espera de julgamento. Enquanto isso, eles abarrotam os demais presídios do estado.

Mais de 50% da população carcerária de Sergipe estão nesse presídio. São 2.800 presos, só que a capacidade é para 800.

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários, os oito presídios do estado têm 2.391 vagas, mas abrigam 5.012, quase o dobro.

“Isso, infelizmente, superlota as unidades públicas e fragiliza bastante a segurança. Quase um ano a obra está conclusa e sem ser inaugurada, veja que absurdo”, disse Luciano Nery, presidente do sindicato.

A Secretaria de Justiça de Sergipe declarou que espera receber dinheiro federal do fundo penitenciário até março para contratar pessoal e comprar mobiliário.

Lagarto como eu vejo