Sergipe fecha 2016 com 15 mil desempregados a mais

Ainda sob forte impacto da crise econômica, o mercado de trabalho sergipano terminou o ano passado com 15 mil vagas formais a menos, conforme balanço do Ministério do Trabalho. Esse foi o saldo de postos de trabalho com carteira assinada perdidos de janeiro a dezembro de 2016.

O número é o resultado da diferença contratações e demissões, ou seja, são aquelas pessoas que ficaram desempregadas, mas não conseguiram se recolocar, o que fez com que o nível de emprego sofresse uma retração de 3,3%.


Na análise da Fecomércio Sergipe, o cenário do estado ainda é de recessão e a retomada da economia não deve ser tão rápida. “Setores importantes da economia sergipana ainda estão com a produção retraída. Dos nove estados da região Nordeste, Sergipe foi o sexto que mais demitiu em 2016”, destaca nota técnica.

Outros aspectos que agravam a situação econômica do estado, segundo a entidade, são o fechamento dos pequenos negócios, a restrição do crédito e a falta de políticas públicas que incentivem o crescimento econômico. “Espera-se um 2017 com possibilidades de diálogo entre o setor privado e o governo, com o objetivo de pensar alternativas para uma saída da crise” cobra a Fecomércio/SE.O setor da Construção Civil foi o principal responsável pela redução das vagas de emprego em Sergipe, com 5.627 postos de trabalho a menos. 

O setor da Indústria de Transformação desempregou 4.179 pessoas. Já o setor de Serviços perdeu 2.967 empregos formais, embora a segmento de teleatendimento tenha gerado 565 novas vagas.Os outros setores que também apresentaram resultados negativos ao longo do ano passado foram: o Comércio (-1.572), o Serviços Industriais de Utilidade Pública (-1.075), a Agropecuária (-133) e a Extração Mineral (-122). 

Apenas o setor da Administração Pública apresentou saldo positivo, com a geração de nove vagas.Entre os municípios sergipanos com mais de 30 mil habitantes, a capital sergipana foi a que apresentou o pior resultado, fechando o ano de 2016 com 8.483 empregos a menos, sendo os piores resultados observados na indústria da construção civil (-3.933) e no setor de serviços (-1.465). 

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