Dados sobre desaparecidos em Sergipe são inconsistentes

Embora possua um cadastro próprio, a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) não tem dados consolidados sobre o número de pessoas que estão desaparecidas no estado. Para mudar essa realidade, a pasta aderiu à uma ferramenta da Polícia Federal que vai integrar as informações de Sergipe a um banco de dados nacionais.

O Cadastro Biométrico de Pessoas Desaparecidas (CADÊ) permite a troca de informações com base nas impressões digitais. Em Sergipe, o sistema será operado pelo Instituto de Identificação. "Onde ele (o desaparecido) usar a digital, seja pra registro eleitoral  ou passaporte -por exemplo-, o Estado vai ser notificado e reporta as informações para a polícia que, por sua vez, vai informar a família", explica o papiloscopista  Genikson Gomes, que coordena o sistema em Sergipe.

Por isso, o coordenador destaca a importância do registro do Boletim de Ocorrências para os caso de desaparecimento. Segundo ele, não há um limite temporal para que a busca seja feita. Mesmo nos casos de pessoas que estão desaparecidas há anos, é possível rastrear as informações. "Também não precisa aguardar 24 horas para registrar o desaparecimento na delegacia necessariamente", acrescenta Gomes.

O secretário da Segurança, João Batista, salientou que a integração com os demais órgãos de identificação vai agilizar a procura por cidadãos declarados oficialmente desaparecidos. "Esse é um drama pessoal familiar,  às vezes, pior do que  quando o parente ja está morto porque fica sempre (a expectativa) da possibilidade de a pessoa estar  vivendo, mas a família não tem notícias", disse, reconhecendo que a adesão ao cadastro nacional já deveria ter sido "efetivada há muito tempo".

F5 News