Falta de peça impede luta de mulheres sem útero contra o câncer em Sergipe

A braquiterapia de fundo, tratamento indicado contra o câncer de colo de útero para pacientes que já fizeram a retirada do útero, não está sendo realizada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) pelo menos desde dezembro do ano passado, segundo informou a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) nesta sexta-feira (3). No entanto, o grupo Mulheres de Peito afirma que esse tempo é mais logo e que, desde outubro de 2016, pacientes aguardam esse tipo de procedimento. O Huse é o maior hospital público do estado e o único com esse tipo de tratamento gratuito.

Maria Juliana dos Santos, de 27 anos, diagnosticada com câncer de colo de útero, passou por um procedimento cirúrgico e espera ser submetida à braquiterapia (tipo de radioterapia que utiliza fontes de radiação interna - a curta distância).

“Ela procurou o Huse em dezembro do ano passado, onde foi informada que para a braquiterapia falta uma peça que está quebrada desde outubro”, informou o grupo Mulheres de Peito, que reúne pacientes que cobram melhorias no tratamento contra o câncer em Sergipe.

Por nota oficial, a FHS informou que o processo de compra da peça para a continuidade do tratamento de fundo está sendo finalizado e que empresa fornecedora demorou a fazer o orçamento. 

 “Compra feita, a Fundação Hospitalar aguarda o prazo de entrega pela empresa. Por se tratar de um equipamento importado, depende do trâmite alfandegário, o que dificulta precisar o tempo de chegada”, disse o comunicado.

Apesar do problema para braquiterapia de fundo, o Huse ressaltou que o tratamento completo de braquiterapia (indicado para aquelas que têm útero) está sendo realizado sem interrupções no Centro de Oncologia.

G1/SE