Protesto contra reforma da Previdência é realizado em Aracaju

Manifestantes se reuniram na Praça General Valadão, no Centro de Aracaju, por volta das 14h30 desta quarta-feira (15), onde iniciaram um protesto contra a reforma da Previdência e em defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Um pouco depois das 16 horas, eles deixaram o local e realizaram uma caminhada pelas ruas do Centro da capital sergipana.

Os organizadores do evento dizem que 5 mil manifestantes estão no local. Já a Polícia Militar disse que montou um esquema de segurança para acompanhar a movimentação na praça e nas imediações, mas não vai informar números referentes ao evento.

“A pauta é única para diversos sindicatos, até mesmo os não parceiros da CUT devem comparecer ao ato”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Sergipe, Rubens Marques.

“O Brasil está nas ruas para dizer que não aceita a reforma da Previdência, que é um desmonte da aposentadoria conquistada pelos trabalhadores brasileiros. O que temos que corrigir é distorção dos altos salários dos políticos e gestores do país”, apontou a presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese), Ivonete Cruz falou sobre o dia de manifestações em Sergipe e em outros estados brasileiros. “Nenhum direto a menos. Os trabalhadores da educação paralisaram às atividades hoje no estado por tempo indeterminado até que a gente consiga juntanmente com todo o país barrar esse projeto da Previdência”, destacou.

Serviço paralisados:

Educação

Rede estadual – em greve por tempo indeterminado.
Rede municipal – paralisada até o dia 18.
Universidade Federal de Sergipe – paralisou parcialmente.

Reformas do governo federal

O governo de Michel Temer (PMDB) detalhou, no fim do ano passado, pontos da reforma que quer promover na Previdência Social. O texto em apreciação no Congresso Nacional prevê, entre outras coisas, o estabelecimento de 65 anos como idade mínima para os contribuintes reivindicarem a aposentadoria.

Ainda em 2016, o governo federal apresentou uma proposta para também mudar a legislação trabalhista. Uma das ideias é permitir que negociações coletivas se sobreponham à lei. Em caso de acordo entre patrão e empregado, por exemplo, a jornada de trabalho poderia chegar a até 220 horas por mês (nos casos de meses com cinco semanas).

G1/SE