Quase 70% dos portadores de tuberculose em Sergipe são do sexo masculino

O Núcleo Estratégico da Secretaria de Estado da Saúde (Nest/SES) lançou nesta sexta-feira, 24, Dia Mundial de Combate à Tuberculose, um Boletim Epidemiológico que traça um panorama da doença em Sergipe. A produção tem o objetivo de oferecer aos trabalhadores e estudantes da área da saúde e à sociedade civil um conjunto de informações para subsidiar a análise da situação epidemiológica e operacional do controle da doença em Sergipe.

O material, elaborado com a parceria da Coordenação Estadual de Controle da Tuberculose, mostra que, entre 2007 e 2016, foram diagnosticados 5.788 casos da doença, observando um aumento gradativo no número de casos a cada ano. O informe também mostra que há um predomínio da tuberculose no sexo masculino: 68,2% dos novos registros foram em homens.

De acordo com o médico infectologista Marco Aurélio Góes, referência técnica da SES, a Tuberculose está distribuída nas sete regiões de Saúde do Estado, com predominância em Aracaju, com 46,5% dos casos, Nossa Senhora do Socorro, 14,6%, e Lagarto, com 11,4% dos casos registrados.

“No período avaliado, houve o diagnóstico de pelo menos um caso novo de tuberculose em quase todos os municípios de Sergipe. As ressalvas são para as cidades de Gracho Cardoso, Itabi, Pedra Mole e Nossa Senhora de Lourdes, que não registraram a doença entre 2007 e 2011, e São Francisco, que também não teve registro de casos novos casos, só que no período entre 2012 e 2016”, detalha.

Mortalidade

A mortalidade por tuberculose ainda apresenta números alarmantes. Em 2014, no mundo, um milhão de mortes foram atribuídas à doença e no Brasil, esse número foi de cerca de 4.400. Em Sergipe, entre 2007 e 2016, foram registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) 407 óbitos pela doença, com um coeficiente de mortalidade apresentando um leve aumento, principalmente nos casos registrados no sexo masculino.

“Apesar de Sergipe apresentar coeficientes de incidência e de mortalidade menores do que Brasil tem sido observado uma tendência à elevação, ao contrário do que é visto no país. Isso pode estar associado às altas taxas de abandono, que favorecem a manutenção do ciclo de transmissão, havendo necessidade de implementação de ações que favoreçam a adesão ao tratamento, como a utilização do Tratamento Diretamente Observado, principalmente nos municípios com maior carga”, esclarece o infectologista.