Maioria da bancada sergipana é contra reforma da previdência

Cinco dos oito deputados que compõem a bancada federal de Sergipe em Brasília já se posicionaram contra a Reforma da Previdência, proposta pelo governo Temer, que modifica as regras para aposentadoria no país.Em resposta a um questionário do jornal o Estado de São Paulo, a maioria dos parlamentares sergipanos indicou que não votaria a favor da proposta na forma como foi enviada pelo governo. 

Dois deputados não foram encontrados e um não quis se posicionar (veja abaixo).Também foi dada a opção de que os deputados fizessem quatro ressalvas ao texto proposto pelo presidente Michel Temer: em relação à idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de mulheres e homens, à regra de transição e à exigência de 49 anos de contribuição para ter direito ao benefício integral. Entretanto, nenhum dos deputados sergipanos fez observações.

Placar da Previdência – Sergipe

André Moura (PSC) – Não foi encontrado
Laércio Oliveira (SD) - Não foi encontrado
Adelson Barreto (PR) - Não quis responder
Fábio Mitidieri (PSD) - Contra
Fábio Reis (PMDB) – Contra
Jony Marcos (PRB) – Contra
Valadares Filho (PSB) – Contra

João Daniel (PT) – ContraMudançasO relator da Comissão que analisa a matéria na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), já confirmou que seu relatório, a ser apresentado no dia 18 de abril, deve sugerir alterações em cinco aspectos da proposta original enviada pelo Executivo: regras de transição, aposentadoria rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC), previdência de professores e policiais, e pensões. As mudanças foram pressionadas por parlamentares e impulsionadas pela dificuldade que o governo já notou que enfrentará para conseguir passar o texto sem que seja revisado. 

Temer já indicou que está disposto a ceder alguns pontos da PEC, mas o mais polêmico, no entanto, que fixa a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, não deverá ser alterado.Pelas contas do líder do governo no Congresso Nacional, André Moura (PSC), já há votos suficientes para aprovar a reforma na Câmara. 

O sergipano afirma que a decisão de retirar servidores estaduais e municipais da reforma contribuiu para arregimentar os votos que faltavam entre os deputados da base governista.Segundo o parlamentar, mesmo flexibilizada, as novas regras vão atingir uma pequena parcela da população. “Reforma da previdência só atinge 12% da população brasileira. A parte mais rica do Brasil. Quem recebe até um salário mínimo, mais de 60% da população, não será atingido pela reforma", defende Moura.