Fã de Luís Fabiano e Diego Costa, sergipano tem se destacado na base do Vasco

Janeiro de 2000, nascia em Aracaju um futuro craque, um camisa 9, um "matador". Élber da Costa Araújo desde pequeno já gostava de bater uma bola com os amigos e aos 10 anos entrou no primeiro time local, o Bola na Rede. Aos 12, foi para o Aracaju e dois anos depois ingressou no Confiança, lá ele recebeu a camisa 10 e a faixa de capitão. Antes, em 2014, foi campeão sergipano sub-14 pelo Colégio Amadeus e artilheiro da competição com 16 gols.

Daí foi disputar o nacional escolar em Londrina, jogando futsal, onde ele recebeu muitos elogios e premiações como melhor da partida pelo comitê. Em 2015, foi artilheiro do Campeonato Sergipano sub-15, com 12 gols. Na categoria sub-17, também foi artilheiro e vice-campeão, nas duas ocasiões defendendo o Confiança, quando tinha 15 anos. Ainda no mesmo ano foi campeão sergipano de futsal sub-15 pelo Rocket Power, onde também foi o goleador do torneio, fez supreendentes 32 gols, o segundo da lista fez apenas oito. E ainda recebeu o prêmio revelação.

Depois disso ele foi disputar a Copa do Nordeste sub-20, em Coruripe pelo Dragão do Bairro Industrial. Lá, vários clubes fizeram propostas. Atlético Paranaense, Cruzeiro, Vasco e Fluminense queriam o atleta. Ele e a família optaram pelo Tricolor das Laranjeiras, onde conviveu por seis meses em Xerém.

Insatisfeito com a instabilidade no Fluminense, apesar de ter jogado a final contra o Flamengo e ter marcado um gol de pênalti, da Copa Guilherme Embry sub-16, na qual o Flu se sagrou campeão. Certo dia, contou o pai, o garoto ligou para ele e disse que queria voltar para Aracaju, pois precisava jogar mais.

- Falei com nosso empresário e ele disse: "Tenho uma vaga para teste no Vasco, é teste! Eu, pai, falei com o garoto e ele me respondeu: "Pai, não tenho medo de teste, preciso de mais oportunidade". 

Arrumamos as malas e partimos rumo a São Januário. Ele fez teste por nove dias e nesse período marcou 19 gols. Aí em uma sexta-feira ele me liga e diz: "Pai, o técnico me chamou no canto, pensei que era para me dispensar, aí ele disse: "Prepare a documentação para compor nossa equipe. E assim ele assumiu a titularidade do sub-16 e jogou várias vezes pelo sub-17 também assim que chegou. Atualmente tem sido noticia em várias semanas no site oficial do Vasco sobre a base - conta o pai Robson Araújo.

Detalhe, o garoto é torcedor do Vasco. E ainda muito pequeno já pesquisava sobre a história da equipe.

- Ele, o pai, a mãe, os irmãos, tios e avós, todos vascaínos. Um dia me perguntou, com 10 anos, se eu sabia que o Vasco tinha sido o primeiro clube a permitir negro a jogar no profissional e também o primeiro a pagar salário a jogador - relembra Robson Araújo.

Atacante de origem, Élber tem como principais atributos o drible e a finalização. Sem falar que hoje ele tem um dos ídolos no clube, Luís Fabiano. O outro é o conterrâneo Diego Costa, que foi campeão inglês recentemente com o Chelsea. O sergipano chegou ao Vasco em julho de 2016, onde também aproveitou para finalizar os estudos.

- Moro no alojamento do Vasco desde o ano passado. Terminei meus estudos no Colégio Vasco da Gama. O clube ajuda muito a gente. A estrutura é muito boa, tem tudo para os jogadores, inclusive um programa para nós que estamos alojados conhecermos o Rio de Janeiro. Sou vascaíno, minha família toda é vascaína, então estar aqui é a realização de um sonho - disse o camisa 9 do sub-17 em entrevista ao site oficial do clube.

Questionado sobre haver uma pressão como promessa já que tem colhido bons frutos na base, o garoto afirma que não sente isso, para ele está tudo tranquilo. Élber, claro, aguarda uma futura oportunidade no profissional.

- Normal, gosto de jogar bola, isso me faz bem. Espero um dia ter a oportunidade de chegar ao profissional. Preciso pegar mais experiência ainda, sempre aguardando a avaliação do professor que é quem pode nos avaliar melhor - disse o atacante Élber da Costa.

Globo Esporte / SE