Políticos de Sergipe negam ter recebido doação direta da JBS

Embora os dados estejam registrados na Justiça Eleitoral, os políticos sergipanos incluídos na relação de beneficiados com doações da empresa JBS, durante a campanha eleitoral de 2014, negam que suas campanhas foram financiadas, em parte, com recursos destinados pelo grupo empresarial. 

A relação divulgada no último final de semana, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, indica que o atual prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), que em 2014 disputou as eleições para deputado federal, recebeu da JBS R$ 650 mil; o atual secretário Estadual da  Saúde, Almeida Lima, foi candidato a deputado estadual e teria recebido R$ 100 mil.Também foram supostamente beneficiados pelo grupo o senador Eduardo Amorim (PSDB) que recebeu R$ 500 mil para campanha de governador e, o atual presidente do PT, Rogério Carvalho que recebeu R$ 130 mil para a campanha de senador.

O senador Eduardo Amorim informou que o valor recebido pela sua campanha foi destinado do diretório nacional do PR para o diretório de Sergipe da sigla, que compôs a coligação. “Cada partido tem os candidatos a deputados estaduais e federais, portanto suas despesas foram custeadas com doações legais. 

Além de ter sido legal e oficial, consta na prestação de contas do Tribunal Regional Eleitoral, assinada por mim e pelo meu então candidato a vice-governador, Augusto Franco Neto", disse.Em nota, Rogério Carvalho também afirmou que as doações recebidas na campanha “foram encaminhadas diretamente pelo Diretório Nacional do Partido do Partido dos Trabalhadores para o Diretório Estadual, todas de forma oficial. 

Os dados estão disponíveis nos sites do TRE/SE e TSE”.Edvaldo Nogueira, por meio da assessoria, informou não ter recebido doações diretas da JBS, mas o valor que consta nos dados do TSE foi repassado pela direção nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).Almeida Lima, em entrevista a uma rádio local, disse que todas as doações recebidas pela sua campanha em 2014 ocorreram conforme previsto na legislação eleitoral. “Não conheço os donos da JBS. Tudo foi feito na legalidade”, afirmou.

Em sua delação, o diretor de relações institucionais da J&F - holding que controla o grupo JBS - Ricardo Saud, disse ter enviado R$ 300 mil ao PMDB de Sergipe, a pedido do senador Renan Calheiros. O valor não aparece na prestação de contas do partido no estado.Em nota, o diretório estadual também desmentiu o repasse. 

Segundo o presidente do PMDB em Sergipe, João Augusto Gama, o diretório estadual recebeu uma doação proveniente do comitê financeiro do presidente Michel Temer, diretamente para o comitê financeiro da campanha em Sergipe, no valor de R$ 1,1 milhão e outra de R$ 200 mil, proveniente do diretório nacional do PMDB, também para o comitê financeiro da campanha.

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