André e Jackson podem disputar o senado juntos ou em Campos opostos

Há conversas de bastidores, entre aliados do Governo do Estado sobre a expectativa do deputado federal André Moura (PSC) disputar o Senado Federal ao lado de Jackson Barreto (PMDB). Há certeza entre eles que os dois sairiam eleitos com certa facilidade, mesmo com as divergências políticas que tiveram no passado.

No bloco há também quem defenda uma candidatura dos dois ao Senado, mesmo em campos opostos. Como todos consideram JB imbatível nas próximas eleições estaduais, reconhecem que André Moura também não teria problemas de sair vitorioso pela oposição, em razão da preferência que demonstra dentro do bloco e junto a lideranças do interior.

Esse assunto, inclusive, foi tratado com um ex-deputado federal, provável candidato ao mesmo mandato em 2018, que se animou com a estratégia e prontificou-se a fazer “a ponte” para a concretização desse projeto político, ainda na base de conversas rasas, mas que já chegaram aos ouvidos de Jackson Barreto.

A possibilidade dessa estratégia não está em qualquer tipo de especulação. É real, toma pé entre aliados de Jackson e André, e pode ser posta à mesa a qualquer momento. Até o momento o deputado não manifestou que seria candidato ao Governo, mas expõe essa vontade em seus atos durante visitas que realiza por todo o Estado.

Até o momento o relacionamento entre André Moura e o governador é meramente de entendimento em favor do Estado, na questão da liberação de recursos e à busca de obras para o Estado. Moura considera que cumpre o seu papel de ajudar no crescimento de Sergipe, sem levar em consideração qualquer vinculação política.

Entretanto, essa proximidade entre JB e André trouxe a ideia de que os dois juntos poderiam fazer uma chapa ao Senado forte, com o objetivo de trabalhar pelo interesse do Estado em Brasília, a partir de 2018. O bom relacionamento entre os dois, mesmo sem vinculação política, provocou irritação e constrangimento entre lideranças ligadas a ambos, que temiam exatamente um entendimento político mais profundo, capaz de estarem próximos durante as eleições de 2018.

Por: Diógenes Brayner