Amorim vai à reunião do PSDB e diz que se manterá aliado a André no Estado

O senador Eduardo Amorim (PSDB) deixou Campinas (SP), onde proferiu palestra sobre a ‘Dor Coletiva’, neste domingo (09) e desembarcou São Paulo, onde se encontra, para participar de reunião de emergência do partido prevista para esta segunda-feira (10), com as principais lideranças tucanas como governadores e parlamentares.

A reunião vai discutir o provável desembarque tucano da base aliada ao Governo do presidente Michel Temer. Eduardo Amorim é um dos senadores do PSDB que vem defendendo o afastamento do Planalto, porque acha que o partido terá problema em 2018 como aliado do atual Governo.

Por telefone, de Campinas, o senador Eduardo Amorim disse que continua defendo o afastamento e contou que em reunião do partido realizada na semana passada, em Brasília, o atual presidente, senador Tasso Jereissati, queria entregar o cargo interio que está exercendo. Foi Amorim que se levantou e não concordou: “de jeito nenhum, o senhor deve pemanecer no comando do partido”.

Segundo Eduardo Amorim, um outro senador, que antes era intransigente na permanência do PSDB no grupo aliado ao Governo, Cássio Cunha Lima (PB), já mudou de posição e admite que o desmembarque do Governo é a melhor opção para os tucanos.

Eduardo Amorim acha que o PSDB não avança ao lado do presidente Michel Temer ou participando do seu Governo e até pergunta: “como o partido vai pregar alguma coisa diferente ao lado do atual presidente?”. Admite que aliados a Temer os tucanos ficam sem discurso para as eleições de 2018.

Em Sergipe – O senador tucano esclarece que a saída do bloco governista não afeta a questão do bloco de oposição em Sergipe. Eduardo conversou isso com o senador Antônio Carlos Valadares na semana passada, insistindo que o bloco de oposição deve ser liderado por ele, Valadares e o líder do Governo no Congresso, deputado federal André Moura (PSC).

O senador Valadares (PSB) teria o objetivo de afastar André Moura do bloco de oposição, porque acha que “a aproximação dele com o governador Jackson Barreto não é boa”. O próprio Amorim não acha que o atendimento a pleitos do Governo para a liberação de recursos para Sergipe tem a ver com a questão administrativa e não política, revelando que não vê problemas em qualquer membro da oposição trabalhar pelo Estado.

Amorim deu como exemplo ele próprio, que atende a prefeitos vários municípios do interior de Sergipe, mesmo que integrem o bloco de apoio a Jackson Barreto, atendendo aos seus pleitos, sem que com isso queira uma composição política com Jackson Barreto e será seu adversário em 2018.

Eduardo Amorim deixou claro que na chapa majoritária da oposição em 2018, devem estar “eu, André Moura e senador Valadares”.

Na véspera de uma reunião que deverá reunir as principais lideranças tucanas para discutir o possível desembarque do PSDB da base aliada do governo do presidente Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), indicou, neste domingo, 9, que, por ele, a legenda romperia a aliança , e destacou que a decisão de seu partido sobre a permanência ou não na gestão do peemedebista é questão de semanas.

Mas o governador ponderou que o partido tem responsabilidade com o País e que um eventual desembarque pode gerar tumulto num momento em que o governo federal já encontra dificuldades para aprovar a reforma trabalhista.

Por Diógenes Brayner