Documentos da Operação Gabarito não chegaram a Sergipe

A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil de Sergipe ainda não recebeu os documentos referentes a Operação Gabarito – desencadeada na Paraíba para desarticular um grupo responsável por fraudes em concursos públicos em todo país. A titular da delegacia, Rosana Freitas, disse a nossa reportagem no início desta semana que não recebeu nenhum documento. A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe já confirmou que os documentos não chegaram no estado. Para nossa reportagem, o delegado Lucas Sá, da Paraíba, afirmou no dia 28 de julho que alguns documentos foram enviados por e-mail e o principal via correio, mas não sabia informar se já havia chegado.

O paradeiro dos documentos é desconhecido tanto pela polícia sergipana, quanto pelo delegado Lucas Sá, da Paraíba. Em uma conversa por mensagens, ele diz que vai pedir ao cartório o ‘Aviso de Recebimento’ para saber o real destino da documentação. Nossa reportagem tentou fazer contato com o delegado nesta quinta-feira, mas nossas ligações não foram atendidas.

No dia 10 de julho, a própria SSP/SE já havia emitido nota afirmando que os documentos da Paraíba já haviam sido encaminhados, e confirmou a investigação de alguns concursos realizados no estado, entre eles, o da Polícia Civil, realizado em 2014. Neste certame, especificamente, a Polícia da Paraíba prendeu Luiz Paulo Silva dos Santos, acusado de fraudar a prova e ser beneficiado com a aprovação. Quando preso, Luiz já havia passado pelo treinamento na Acadepol, e aguardava somente a nomeação para se tornar policial civil.

A polícia sergipana depende da chegada dos documentos para dar prosseguimento às investigações no estado. Há suspeitas de que outras pessoas podem estar envolvidas na fraude de concursos.

O crime

Nas quatro fases já deflagradas da Operação Gabarito, já foram presas cerca de 30 pessoas acusadas de associação criminosa e fraude. As investigações apontam que o grupo pode ter burlado quase 100 certames por todo o país. A metodologia criminosa era reunir um grupo de concorrentes, cobrar uma quantia considerável e, por meio de material eletrônico especializado, passar as respostas para os concorrentes durante a realização das provas.

Na quarta fase da Operação, o delegado Lucas Sá, titular do Departamento de Defraudação da Paraíba informou que estava enviando informações sobre o inquérito para as polícias de todos os estados, para que os desdobramentos da investigação sejam adotados pelas polícias locais.

Infonet