Mais da metade dos sergipanos não pratica atividade física

Menos de quatro em cada dez sergipanos praticam algum tipo de atividade física rotineiramente. A conclusão é de um levantamento inédito feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 

O estudo mostra ainda que os homens praticam atividade física mais do que as mulheres, assim como as pessoas com maior renda têm mais acesso à prática esportiva.De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional 2017 - Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas, cuja base de dados foi o ano de 2015, naquele ano 38,7% dos sergipanos entrevistados disseram praticar esporte. 

Entre os homens, o índice ficou em 42% e entre as mulheres, 35,8%. Sergipe é 7ª unidade da Federação em que as pessoas mais praticam atividade física.“Os dados analisados reforçam a compreensão de que realizar atividade física e esportiva não se restringe somente a uma decisão individual, mas é também produto de como a sociedade pauta a vida coletiva. Isso significa que aconselhar os indivíduos a praticar mais exercícios, sem criar oportunidades efetivas para as pessoas se engajarem com as práticas, nem enfrentar os condicionantes sociais que limitam o envolvimento, dificilmente mudará o cenário”, diz o relatório.

O levantamento, que traz dados sobre o perfil da prática esportiva no Brasil, faz recomendações aos governos nas áreas de saúde, educação, esporte e desenvolvimento humano.

De acordo com o Pnud, a intenção do estudo é “contribuir para o aumento das práticas esportivas de modo a oportunizar patamares mais elevados de desenvolvimento humano para todos".O estudo aponta o pouco interesse pelas práticas esportivas como uma situação cultural. 

Como consequência, temos uma geração presa ao sedentarismo, que pode resultar num caminho de problemas de saúde, estresse e depressão, mas, segundo o professor de educação física, Caio Cezar, especialista em Fisiologia do Exercício, com persistência e força de vontade é possível conquistar um estilo de vida mais saudável.“A primeira recomendação é fazer uma avaliação do quadro clínico com um médico e, após a liberação, procurar um professor de educação física, que vai elaborar um programa de treino individualizado com foco nos objetivos necessários à manutenção da saúde e da qualidade de vida”, diz Caio Cezar. 

F5 News