No HUSE, 67% dos casos de amputações são por diabetes

A diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo deixa de produzir insulina, hormônio responsável pelo controle de glicose no sangue, ou não consegue empregar adequadamente a quantidade que produz. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, 6,9% da população vivem com a doença. O percentual aponta para a necessidade de um diagnóstico preciso, que quando tardio resulta em complicações e até em amputações.

No Pronto Socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) grande parte dos pacientes que são internados na Ala Azul tem um diagnóstico provável associado à hipertensão e ao diabetes. No período de janeiro a abril deste ano, cerca de 48% dos pacientes eram idosos com idades entre 61 a 75 anos. Os dados são crescentes e abrangem não só os adultos, mas também crianças, especialmente com idade entre sete e 14 anos.

Se for associar por município de residência, 40% dos casos são oriundos da capital (Aracaju), seguido de 14% de Nossa Senhora do Socorro e 6% de São Cristovão. As amputações que aconteceram pela Vascular durante o mesmo período, totalizaram 67% dos casos com uma provável associação à hipertensão e ao diabetes. Outros 17% foram por osteomielites ou outras doenças sistêmicas ou neoplásicas, além de 16% por trauma.

De acordo com o clínico de urgência e emergência do Huse, Ytallo Oliveira, a diabetes assim como outras doenças comuns como a pressão alta e o colesterol, fazem parte da rotina de cada paciente, só que muitos não conseguem administrar o uso correto da medicação em casa e acabam complicando a longo prazo. “São complicações oculares, renais, cardíacas e vasculares, por isso, muitas vezes os pacientes chegam descompensados, com evolução clínica, emagrecidos, com estado geral ruim e, devido às complicações vasculares, chegam com os membros inferiores e superiores comprometidos e muitas vezes evoluem para a questão da amputação, pois o membro não se torna mais viável”, explicou.

Tipos

Existem dois tipos de diabetes, a do tipo 1, quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, e a do tipo 2, que afeta a forma como o corpo processa o açúcar do sangue (glicose). O exame de glicemia do jejum é o primeiro passo para investigar o diabetes e acompanhar a doença. Os valores normais da glicemia do jejum fica entre 70 e 99 mg/dl (miligramas de glicose por decilitros de sangue).

A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas. Tonturas, visão turva, dificuldade de cicatrização e urina concentrada, podem ser sintomas de diabetes. A aposentada Maria do Carmo Chagas, 66, descobriu a diabetes há dez anos e ao longo desse tempo nunca deixou que descompensasse. “Eu tenho um medo muito grande e me cuido com uma alimentação saudável e regrada, faço caminhadas e tomo minha medicação nos horários corretos. Todos esses cuidados são importantes para uma vida longa e melhor”, afirmou a aposentada.

Tratamento

O tratamento para diabetes do tipo 1 requer algumas medidas que vão além da aplicação de insulina para baixar o açúcar no sangue. Alguns médicos solicitam que o paciente inclua também medicamentos via oral em seu tratamento. Já para o diabetes tipo 2 que vem acompanhado de outros problemas, como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão.

Dessa forma, é importante consultar o médico e cuidar também dessas outras doenças e problemas que podem aparecer junto com o diabetes tipo 2.

Fonte: Com informações do SES