Animais na pista são a maior causa de acidentes em Sergipe

Acidentes envolvendo veículos e animais soltos nas rodovias ocupam o ranking das principais ocorrências de trânsito em Sergipe. De janeiro até o último domingo, o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) recolheu 347 animais soltos nas rodovias estaduais. No ano passado, o BPRv contabilizou 477 animais. Dos acidentes envolvendo animais soltos nas rodovias, foram seis só nos primeiros meses de 2017, seis vítimas, com duas delas fatais. Em 2016, a unidade contabilizou 21 vítimas, com dez delas vindo a óbito.

Após serem capturados, os animais vão para o curral da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) ou para currais do interior. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também faz a apreensão de animais. De acordo com o comandante do BPRv, major Deny Ricardo, muitas vezes os animais são soltos pelos proprietários, que os deixam para que se alimentem da vegetação que cresce às margens das estradas, ignorando os riscos de acidentes fatais ou com sequelas graves que isso pode causar.

“Os animais são encontrados em todos os pontos da cidade. A depender da época do ano, a apreensão é mais frequente em alguns pontos. Em épocas de seca, por exemplo, é mais comum as apreensões no sertão e em áreas litorâneas, porque os donos levam os animais para comer a pastagem que cresce nos acostamentos”, explica. 

Quem deixa os animais soltos está sujeito a penalidades. Após receber a denúncia via Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp – 190 ou 198), o BPRv é acionado e direcionado para o local exato onde o animal está, para que ele seja recolhido. Quando o dono retira seu animal, ele paga uma taxa mínima de R$ 33,60 e se for reincidente paga uma taxa de R$ 67,20, que soma R$ 100,80.

“Ao se apresentar para resgatar o animal, fazemos o cadastro da pessoa e do animal para que, em caso de reincidência, ela possa responder legalmente pelos crimes previstos na legislação penal. É ainda feito um termo circunstanciado de ocorrência, já que o proprietário colocou a vida de terceiros em risco. Como este é um crime de menor potencial ofensivo, o promotor pode atribuir diversas penalidades, desde advertência, multa e prestação de serviços comunitários”, informou o major. 

Jornal da Cidade