'Mulher tem que se dar ao respeito' é o comentário mais repetido, segundo pesquisa

Uma pesquisa feita pelo IBOPE*, contratada pela cerveja Skol, apontou que sete em cada 10 brasileiros já fizeram comentários preconceituosos. A pesquisa se baseou em quatro tipos de preconceito mascarados, seja machismo, LGBTFOBIA, estético ou racial.

O resultado provou que o machismo está presente no cotidiano de 99% dos brasileiros ouvidos. 61% já pronunciaram algum comentário machista, mesmo não reconhecendo o preconceito. A LGBTFOBIA foi citada como o principal preconceito entre os brasileiros que se declararam preconceituosos, com índice de 29%.

No Nordeste, a frase preconceituosa mais falada foi 'Mulher tem que se dar ao respeito', seguida de 'Ele é bonito, mas é gordinho e 'Não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro'. De todo o país, a população do Sudeste foi a que mais se declarou preconceituosa.

Segundo Ricardo Sales, pesquisador em diversidade na USP, o preconceito está naturalizado na sociedade brasileira. "A pesquisa alerta para a necessidade de falar mais sobre o assunto e refletir sobre atitudes que impedem o respeito e a conexão entre as pessoas no dia a dia", comenta.

Os tipos de preconceito também ficam mais evidentes de acordo com a região. Enquanto as frases que correspondem ao preconceito racial são mais ditas no Sul, com 49%, no Norte e Centro-Oeste o machismo é mais forte, com 67% de frases ligadas ao tema sendo reproduzidas.

Campanha

Com base na pesquisa, a Skol criou a campanha 'Tá Redondo, Tá Junto', defendendo que neste verão o que desce mal e afasta as pessoas são os comentários 'quadrados' e preconceituosos, enquanto uma atitude 'redonda' une e torna as coisas mais leves. A campanha, que estreou esta semana em rede nacional e terá oito filmes diferentes, traz 20 verões depois, a evolução do 'Desce Redondo'.

“Começar o verão ressignificando a nossa campanha de 1997, foi a forma que encontramos de mostrar nossa evolução. Acreditamos que o diálogo aproxima e conecta as pessoas, derrubando as barreiras a sua volta e, seja com a campanha ou com a pesquisa, queremos junto com elas evoluir os nossos comentários, perceber como eles nos afastam, e vivermos um verão mais leve, mais junto” declara Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing de SKOL.