Municípios sergipanos voltam a cortar despesas

Ainda sob os efeitos da crise financeira, várias prefeituras de Sergipe têm cortado cargos comissionados e contratos para reduzir gastos. Itabaiana, Lagarto, Boquim, Ribeirópolis, Monte Alegre, Pirambu, Carmópolis, Capela, Maruim e agora também Carira são algumas das cidades que estão fazendo uma contenção de despesas para equilibrar as contas, inclusive demitindo em massa.

Os municípios começaram a passar a tesoura nas contas diante a queda no Fundo de Participação dos Municípios – FPM, que saiu de R$ 2,5 milhões para R$ 500 mil, alguns dependentes somente desse recurso. A informação da Federação dos Municípios de Sergipe (Fames) é que 90% das cidades estão com a conta zerada, sendo 80% pela queda de receitas, transferências municipais e os demais abalados pela crise no país, de acordo com o presidente, Marcos Barreto ‘Acauã’.

Com problema para pagar servidores, em Carira, segundo a prefeitura, houve demissão de 70% dos cargos comissionados, redução de 20% nos salários do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais. 

Também foram reduzidos gastos com combustíveis e diárias pagas aos servidores em viagens a serviço. Ainda segundo a prefeitura, outras ações estão sendo estudadas para gerar economia.Em Ribeirópolis não foi diferente, a administração demitiu todos os comissionados e contratados, além disso, os secretários também entregaram seus cargos. 

Monte Alegre (foto) tomou o mesmo exemplo e, através de decreto no dia 29 de setembro, exonerou todos os servidores comissionados de uma só vez, exceto a Procuradora do Município e os secretários municipais que mais tarde decidiram entregar coletivamente os cargos à prefeita Marinez Silva.

A prefeita de Capela, Silvany Sukita, publicou esta semana Decreto Municipal que reduz em 20% o  próprio salário, além dos vencimentos da vice-prefeita, secretários e cargos em comissão. A gestão também irá demitir cargos comissionados para se enquadrar à legislação.“Conseguimos chegar ao nono mês de administração, com os salários em dia, com muito sacrifício. 

Mas, infelizmente, para que não vire uma bola de neve, essas medidas são necessárias”, afirmou a prefeita.

De acordo com ela, a situação se agravou mais ainda porque, além da queda na arrecadação, a prefeitura já pagou esse ano, cerca de R$ 2,5 milhões só de precatórios. “São recursos que fazem falta. Tivemos uma esperança de recuperar receitas que estão em disputa judicial, mas até agora não conseguimos”, afirmou Silvany Sukita.

F5 News