PC vai investigar denúncia de suposta tortura contra ex-prefeito de Capela

Na tarde dessa terça-feira (10), a Polícia Civil anunciou que vai instaurar inquérito para averiguar graves denúncias feitas pelo ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Sukita, de que teria sido torturado enquanto esteve preso pela Polícia Federal, em cumprimento a ordens judiciais, no Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a determinação para instauração do inquérito policial partiu da delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, após Sukita afirmar em uma emissora de rádio da capital que a tortura aconteceu e e não foi investigada. O ex-prefeito alegou que em 40 dias, apenas tomava água à noite e que passou 37 dias sem ver a luz do sol.

O caso vai ser acompanhado pelo delegado Gilberto Guimarães, da 9ª Delegacia Metropolitana, que é a unidade responsável pela região do Santa Maria, onde está instalada a unidade penitenciária.

A Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc)emitiu uma nota na tarde desta terça-feira (10) e diz receber com perplexidade as declarações dadas pelo ex-prefeito de Capela.

‘A Sejuc garante que não coaduna com práticas deste tipo contra qualquer interno, seja lá de qual classe social advenha. Por outro lado, estranha-nos tomar conhecimento que Sukita, durante todo esse período, nunca procurou a Corregedoria da Sejuc para formalizar denúncia que pudesse ser apurada com rigor. Vale esclarecer que não há nenhum registro de queixa feita, anteriormente, na Corregedoria pelo senhor Manoel Messias Sukita dos Santos. Manoel Sukita deu entrada no Compajaf no dia 4 de junho de 2014 e só foi posto em liberdade no dia 13 de junho do mesmo ano. 

Mas em 11 de agosto de 2014 ele foi preso novamente, por determinação judicial, sendo encaminhado ao Cadeião de Socorro e no dia 15 de agosto foi transferido para o Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan) até ser posto em liberdade, no dia 18 de agosto de 2014, por força de um alvará de soltura. Reafirmamos nosso compromisso com a sociedade e colocamo-nos a disposição de todos os que se sentirem prejudicados por qualquer ação dos agentes da secretaria, para adoção das medidas pertinentes’, afirma a nota.

G1-SE