Sergipe deve gerar mais de seis mil empregos para o final do ano

Após dois anos consecutivos de queda, as vendas no comércio devem crescer. Com maior demanda, os lojistas pretendem contratar mais vendedores e vendedoras.E é nessa oportunidade em que muitos se apoiam para obter uma renda extra para os gastos de dezembro e janeiro ou, claro, para almejar uma contratação definitiva.

As vagas temporárias para o final do ano em Sergipe estão com boas perspectivas, afirma a Federação do Comércio do estado (Fecomércio). 

As contratações já começaram antes da temporada de vendas e a entidade estima a criação de cerca de seis a sete mil postos novos de trabalho, entre temporários e definitivos, para o final do ano.“Ao todo, estamos com boas perspectivas de geração de emprego. Já apresentamos sinais de recuperação no volume de empregos nas atividades relacionadas ao setor terciário, que deram saldo positivo nos últimos dados apresentados pelo CAGED. 

Foram mais de 300 vagas nos ramos de comércio e serviços”, afirma a Fecomércio/SE em nota.A Federação avalia ainda que este final de ano será o melhor período de vendas e geração de empregos dos últimos três anos. “Todos os líderes empresariais estão animados”, afirma a assessoria.

Embora de junho a agosto Sergipe tenha gerado vagas de postos de trabalho formais, no mês de setembro o mercado de trabalho voltou a sofrer retração no nível de emprego, fechando 584 vagas, conforme levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.Algo que favorece a previsão para este ano, além da recuperação econômica, são as alterações da Lei nº 6.019, que aumentam o prazo do contrato de trabalho temporário de 90 para 180 dias. As mudanças deixam as empresas mais seguras para contratar.

A diretora da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), Mara Bonafé, afirma que a partir de 10 de novembro as contratações no comércio devem ser expressivas. Para a associação, há uma expectativa de que 5% desses cargos temporários sejam efetivados posteriormente.

A contratação de pessoas nessa modalidade só poderá ser realizada por uma Agência Privada de Trabalho Temporário (APTT) autorizada pelo Ministério do Trabalho. O trabalhador temporário tem vários direitos de um trabalhador efetivo, como contribuição previdenciária. 

Não valem para ele, porém, aviso-prévio, FGTS e seguro-desemprego.Mara afirma que quem conquista uma vaga precisa ter responsabilidade e pontualidade. “Dedicação total nesse período é extremamente importante”, comenta, ressaltando que é uma oportunidade de ganhar experiência e aumentar as chances de ser efetivado.

*Com Correio Braziliense