SES faz alerta sobre aumento de casos de Sífilis em Sergipe

Neste sábado, 21, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis, que é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e, preocupada com a saúde da população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), faz um alerta sobre o aumento dos casos da doença em Sergipe que, se não tratada adequadamente, pode levar à morte. Para se ter uma ideia, a cada 100 testes realizados pela Unidade Móvel do Programa ISTs/Aids, da SES, são descobertos em media dez reagentes para sífilis. Segundo Almir Santana, gerente do Programa, os números são preocupantes e a sociedade precisa se conscientizar mais sobre a importância do uso do preservativo nas relações sexuais.

“A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo,  recepção de sangue infectado ou de uma gestante para o bebê, que é a chamada sífilis congênita, e todos os dias há vários registros da doença, o que é muito preocupante. Por ser a sífilis silenciosa, já que na maioria dos casos não há manifestação de sintomas, muitas pessoas têm a doença e não sabem. Por isso, é fundamental que a população que teve ou tem uma vida sexualmente ativa, faça os testes regularmente, e que a sociedade em geral se conscientize da importância do uso do preservativo, que é uma medida simples, de baixo custo e que previne doenças. A sífilis se tornou um problema de saúde pública”, disse.

Ainda de acordo com ele, outro alerta é em relação ao alto número de sífilis congênita. Este ano, conforme dados divulgados pelo Programa ISTs/Aids da SES, até o momento foram registrados 246 casos de sífilis em gestantes e 222 em bebês. Almir explica que, um dos motivos para a grande quantidade de notificações da doença, é a detecção tardia da sífilis nas mulheres grávidas.

“A sífilis congênita está sendo detectada na maioria dos casos somente nas maternidades, no momento do parto. E não deveria ser assim. Durante o pré-natal, que é feito na Atenção Básica, as gestantes e, inclusive, seus parceiros, devem fazer o teste da sífilis para que, caso o exame dê reagente, o tratamento da doença comece imediatamente, evitando que a sífilis passe para o bebê, através da placenta. Quando o bebê é infectado, ele pode nascer com sequelas, como má formação e lesões no sistema nervoso e no coração, e até ir a óbito. Há falhas no pré-natal, de fato, e isso é um grande problema”, declara.

Nova estratégia

Além das campanhas e ações permanentes de prevenção à sífilis que são executadas pela SES, a Secretaria tem uma nova estratégia e lançou recentemente uma nota técnica recomendando, como rotina, a solicitação do teste rápido para diagnóstico da doença em homens durante as consultas médicas, tanto nas instituições de saúde pública e privadas, como nos exames periódicos das empresas.

“O diagnóstico da sífilis realizado precocemente nos homens, seguido do tratamento adequado, podem evitar a transmissão da doença, por meio de relação sexual, para as mulheres. Assim, consequentemente, conseguiremos diminuir a incidência da sífilis em gestantes e crianças”, informa Almir.

Nesta sexta-feira, 20, a equipe do Programa IST/Aids da SES ministrou palestra em uma transportadora de Aracaju, que contou com a participação de mais de 90 trabalhadores da empresa. O foco, segundo o gerente do Programa, foi a prevenção à sífilis e a importância dos homens fazerem o teste rápido. “Os homens também devem fazer o teste rápido da sífilis durante o pré-natal da sua parceria e também orientamos a empresa a incluir nos exames periódicos o teste da doença. Afinal, os homens devem participar do pré-natal não somente acompanhando suas parceiras nas consultas, mas também para fazer a avaliação da sua saúde, principalmente em relação às IST”, conta.

Sintomas

Embora a sífilis seja, na maioria dos casos, silenciosa, a doença pode, às vezes, apresentar alguns sintomas, como a presença de feridas nos órgãos genitais, que desaparecem espontaneamente em alguns dias, lesões pelo corpo, descamação da pele, vertigem, rigidez no pescoço, entre outras.