Aliado de Jackson, Fábio Reis rejeita aliança com o PT na chapa majoritária

No plano nacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá martelar a tecla de que o impeachment de Dilma foi um “golpe”. Mas, quando subir nos palanques de ao menos seis estados brasileiros, o petista vai estar lado a lado com os “golpistas” que sempre atacou.

Os exemplos mais notórios são os dos senadores peemedebistas Renan Calheiros e Eunício Oliveira, que deram votos favoráveis à saída da ex-presidente, afastada por 61 a 20 no Senado em 30 de agosto de 2016. Mas não é só nas Alagoas de Renan ou no Ceará de Eunício que as conversas entre petistas e peemedebistas estão aceleradas para alianças nas eleições de 2018. Além desses dois, há negociações em Minas Gerais, Piauí, Sergipe e Paraná.

Embora o Diretório Nacional do PT tenha proibido formalmente alianças com partidos que apoiaram o impeachment, figuras importantes dentro do partido já defendem que a regra seja revista.

— Se eles (PT) falam mal do PMDB em nível nacional, não tem por que fazer aliança aqui no estado. Se eles (PT) quiserem apoiar a gente na proporcional, tudo bem. Mas, para compor a chapa majoritária, sou totalmente contra — criticou o deputado Fábio Reis (PMDB-SE).

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O Globo