Disputa pelo Executivo sergipano começa a tomar forma

Faltando menos de um ano para as eleições, três nomes já foram confirmados como pré-candidatos ao governo de Sergipe e já se movimentam em busca de visibilidade com os eleitores que voltam às urnas em 7 de outubro de 2018 para eleger o próximo chefe do Executivo. 

Quem ganhar a disputa vai herdar um Estado que gasta mais do que arrecada, atrasa salários dos servidores e faz malabarismo para manter os investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.  Em meio a uma disputa com eleitores desacreditados da política tradicional e em que ninguém desponta como favorito, as costuras por alianças ainda ocorrem nos bastidores.

Cotado por aliados como nome do governo para disputa desde o ano passado, o vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) só teve sua pré-candidatura confirmada pela legenda no último final de semana.Com a vantagem de ter uma ampla base de sustentação na Assembleia Legislativa, o ex-secretário da Educação e da Casa Civil tem percorrido o interior do Estado com a intenção de disseminar a sua imagem junto às bases eleitorais. “Sei o que precisa ser feito para avançarmos e melhorar a vida da nossa gente”, diz.

O ex-deputado federal Mendonça Prado também colocou seu nome à disposição para o pleito. Embora não confirme o rompimento com o governo, Mendonça – que atualmente não ocupa nenhum cargo eletivo – admite discordâncias com a gestão JB que, para ele, tem estratégias que precisam ser reestruturadas.“Vamos oferecer à população soluções com base em dados estatísticos”, promete Mendonça, que tenta superar o desgaste após as investigações sobre supostas fraudes na licitação do lixo de Aracaju que lhe renderam um processo criminal, a perda do cargo de presidente da Emsurb e o rompimento com o prefeito Edvaldo Nogueira, a quem apoiou “por circunstância” na eleição de 2016.

Rachado, o PT sergipano tem pela frente uma disputa interna em torno da manutenção do apoio ao governador Jackson Barreto ou a construção de uma candidatura própria encabeçada pelo professor Rubens Marques, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE).

O presidente do Diretório Estadual, Rogério Carvalho, tem dito que os petistas ainda avaliam os planos para 2018, mas mantém a simpatia pela aliança com os peemedebistas, embora correligionários assegurem que o partido discute o momento ideal para deixar o governo.Também pela ala da esquerda, a professora Sônia Meire está disposta a concorrer à vaga do Palácio dos Despachos pela segunda vez. 

Para alavancar a candidatura, a representante do PSOL busca aliança com PSTU e PCB na esperança de crescer na esteira da crise petista.Segundo ela, seu agrupamento propõe um “projeto alternativo” fincado na construção de um programa de governo em que cada trabalhador participe “ativamente das decisões políticas e econômicas que determinam o futuro do Estado”.Pela Rede Sustentabilidade, tenta construir uma candidatura isolada o ex-vereador de Aracaju, Emerson Ferreira, que desde as últimas eleições municipais despontou no cenário político, tendo obtido, inclusive, mais votos do que o então prefeito João Alves Filho. 

Já o bloco de oposição ao governo, que atualmente é encabeçado pelo PSDB, com PSB e PSC, ainda não está alinhavando o futuro. O grupo diz que há um entendimento interno de que só será possível traçar um rumo a partir do próximo ano. Nos bastidores, interlocutores afirmam que a cautela está na dificuldade de aglutinar apoio em torno de um só nome.

Por enquanto, pesquisas internas seguem testando a viabilidade eleitoral dos senadores Eduardo Amorim e Antônio Carlos Valadares, que não escondem a pretensão pela disputa, e ainda do deputado federal André Moura, que tem atraído o apoio de muitos prefeitos devido a sua articulação em Brasília enquanto líder do governo Temer no Congresso para liberação de recursos, que também não recusaria a indicação. 

F5 News