Pipeiros cobram pagamentos atrasados em Sergipe

Os pipeiros, responsáveis pelo abastecimento a comunidades rurais de cidades no Sertão de Sergipe, procuraram a Defesa Civil do Estado, nesta sexta-feira (24), para cobrar os pagamentos em atraso. Eles alegam que estão há meses sem receber os salários, que deveriam ser pagos pelo Governo do Estado.

De acordo com os trabalhadores, eles estão sem receber os valores referentes à segunda quinzena do mês de maio. Com isso, os caminhões estão sem combustível e cerca de mil famílias não vem sendo abastecidas pelos carros-pipa em pelo menos seis municípios sergipanos.“A situação das famílias é precária porque há quase seis dias que parou de chover. 

Prestamos o serviço, a Defesa Civil fiscalizou, mas por causa do atraso, alguns colegas já estão sendo processados em função das dívidas com os postos de combustível”, diz o trabalhador Cassiano Pereira, que atende 345 famílias com um caminhão que tem capacidade para cerca de 14 mil litros de água.O débito, segundo os trabalhadores, alcança o montante de R$ 153 mil e falta dinheiro para manter os veículos circulando. “Para o governo pode parecer um valor irrisório, mas para nós é bastante alto”, afirma o pipeiro Gilmar Rezende, que atende o município de Porto da Folha.

O débito foi reconhecido pelo major Carlos Alves, diretor técnico da Defesa Civil, que deu uma previsão para regularização já no começo da próxima semana. “Por questões orçamentárias, ficou acordado que a Deso faria o pagamento. A Defesa Civil enviou a documentação necessária e a Companhia de Saneamento sinalizou que até segunda vai chamar os pipeiros para fins de pagamento”, diz.

A operação-pipa estadual começou em setembro de 2015. Ela acontece em paralelo à distribuição de água que é feita pelo Exército. Cada motorista recebe cerca de R$ 11 mil por mês, o pagamento é feito por quilômetro rodado. Em janeiro do ano passado, eles já tinham enfrentado problema semelhante.

Com informações da TV Atalaia
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