Casos de sífilis ainda são altos em Sergipe, diz secretaria

De janeiro a novembro deste ano, segundo informações do Programa IST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram confirmados em Sergipe 343 casos de sífilis em gestantes e 276 de sífilis congênita – que é quando a doença é transmitida da mãe para o bebê. Por conta disso, a Secretaria tem intensificado as ações de prevenção e combate da doença, ao mesmo tempo em que dá os encaminhamentos para os doentes receberem os cuidados que levarão à cura. Estão sendo realizadas constantemente ações educativas em locais públicos e privados, palestras, capacitações e a oferta de testes rápidos, através da Unidade Móvel, em vários pontos do Estado, por exemplo.

“A Secretaria vem fazendo um trabalho maciço porque a realidade da sífilis no Estado ainda é muito preocupante. Temos, por exemplo, capacitado profissionais da área da saúde para a realização dos testes rápidos de sífilis, HIV e Hepatites Virais na Atenção Básica e feito ações o ano inteiro e não somente pontuais ou em datas específicas. No entanto, a população ainda precisa se prevenir e se conscientizar da importância do uso do preservativo nas relações sexuais porque enquanto isso não acontecer, a sífilis não será erradicada”, frisa Fernanda Costa, técnica de Vigilância Epidemiológica das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da SES. Em 2016, foram confirmados no Estado 308 casos de sífilis congênita e 320 em gestantes.

A meta do Ministério da Saúde (MS) é ter menos de um caso de sífilis congênita por mil crianças nascidas vivas, porém, em Sergipe, a média ainda é de nove casos por mil bebês que nascem com vida. De acordo com Fernanda, a doença precisa ser detectada precocemente durante o pré-natal das gestantes para que a sífilis não seja transmitida para o bebê. Ela lembra ainda que os testes rápidos estão disponíveis em todas as unidades de saúde da Atenção Primária, assim como o tratamento da doença.

“Precisamos detectar precocemente a doença nas gestantes e também nos seus parceiros, para que o tratamento, que é extremamente eficaz, seja iniciado cedo, evitando que a sífilis passe para o bebê. E para isso, as gestantes devem fazer o pré-natal corretamente. Além disso, o teste rápido é recomendado também para as pessoas que foram expostas, ou seja, que tiveram relações sexuais sem proteção. A sociedade em geral precisa ainda ter mais compromisso e preocupação com a sua saúde para que doenças como a sífilis sejam prevenidas e também combatidas”, conclui a técnica de Vigilância Epidemiológica das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da SES.