Facebook assume que a plataforma faz mal à saúde mental; entenda

Na última sexta-feira (15), o Facebook postou em seu blog, o newsroom, um texto sobre a influência das redes sociais em seus usuários. Segundo eles, passar tempo demais nas redes sociais é prejudicial à sua saúde mental. Mesmo com a mea culpa, eles querem que você passe mais tempo online.

Num estudo conduzido em parceria com o psicólogo social Robert Kraut, da Carnegie Mellon University, eles chegaram à conclusão de que tudo depende da forma que você usa as redes sociais.

Grupos de pesquisa: usuários passivos e ativos

Passivo é todo usuário que apenas observa a vida dos amigos virtuais, sem realizar qualquer tipo de interação. Para o estudo, pessoas que passam horas em frente à tela têm mais propensão ao isolamento e depressão. Nesse caso, o uso é prejudicial.

Já o ativo é o que interage com os amigos, curte, compartilha, marca em postagens e 'chama no inbox'. Segundo eles, o segundo grupo tem uma vida offline muito mais ativa, o que faz com que a rede social seja apenas uma extensão do que ele já vive no mundo real. 

Após perceber esses padrões, o Facebook quer que seus usuários passem mais tempo online, mas de uma forma diferente. 'Queremos que o Facebook seja mais sobre interagir e menos sobre ser passivo', apontam em um momento do texto. 

Qualidade de vida, um passo de cada vez

No mesmo texto, a empresa informa que já tomou várias providências para contornar qualquer tipo de ação que distancie as pessoas. 

Qualidade do feed: segundo eles, um algoritmo agora é capaz de identificar quando uma postagem é 'clickbait', o famoso 'puxa curtidas', para em seguida diminuir o alcance dela. Isso faz com que notícias falsas e pedidos de amém sejam menos compartilhados em seu feed, liberando espaço para o que realmente importa.

'Soneca': agora é possível 'silenciar' alguém por um período de 30 dias, sem a necessidade de excluir ou deixar de seguir completamente.0

Dá um tempo: a superação de um término de relacionamento, muitas das vezes, é complicada, principalmente quando ambas as partes continuam se vendo com frequência. Pensando nisso, o Facebook já tem em ação um algoritmo que detecta quando casais terminam, para que um apareça no feed do outro com muito menos intensidade.

Ibahia