O que provocou derrame no olho direito de Jackson Barreto

O governador Jackson Barreto (MDB) paga caro por erros sucessivos cometidos pelo grupo, do qual faz parte, desde que assumiu o comando político-administrativo do Estado.

Em 2006, ao perder a reeleição, o então governador João Alves Filho (DEM) não deixou o Estado quebrado.

Tanto que devolveu aos servidores, imediatamente, o dinheiro do Funaserp.

Um ano depois, em 2007, o então secretário da Fazenda, Nilson Lima, declarou na Assembleia Legislativa que o Estado tinha em seus cofres R$ 1.300.000,00 (hum bilhão e trezentos milhões de reais).

O grupo do qual Jackson faz parte quebrou o Estado.

E não adianta imputar à crise a culpa pela situação econômico-financeira do Estado.

Alagoas, pertinho de Sergipe, mostrou com o governador Renan Filho (MDB) como se transforma o Estado deficitário em superavitário.

E assim como Alagoas, outros Estados também não experimentam a mesma agonia de Sergipe.

Bastava ao governo de Sergipe, no início do mandato, ter entregue a Secretário da Fazenda a técnico da Secretaria do Tesouro Nacional, que teria arrumado as contas.

Tentou entregar depois, ninguém na STN quis, sempre com a mesma alegação: só se fosse no início do mandato.

Agora, o Estado fala mais uma vez em exonerar todos os CCs. Isso só representa 2,5% das despesas, quase nada. Sem contar com o fato de que terá de nomear muita gente depois.

O problema do Estado está no tamanho da máquina.

É preciso reduzir, no mínimo, à metade, o tamanho da máquina.

Ontem, 26, o médico do governador diagnosticou derrame no olho direito.

Nada grave, mas Jackson deve ter mais cuidado com a saúde.

Não existe o super-homem!

O derrame é resultado dos atrasos no pagamento de servidores ativos e inativos, na frustração das negociações com a Petrobras e, agora, não aguentou e pede socorro desde a semana passada, quando o governador ouviu do rolo compressor do governo Temer, ministro Carlos Marum, que terá que arrumar votos para a reforma da Previdência se quiser o financiamento de R$ 560 milhões..

E que se prepare: Marum pode dizer, a qualquer momento, que recursos da sucuritização, que ainda depende de votação na Câmara, mas que já foi aprovada no Senado, dependerão também de apoio às reformas.

Com a securitização, os Estados poderão vender aos bancos créditos que têm a receber dos contribuintes.

A situação do Executivo não é pior porque tem contado com a compreensão dos outros poderes.

NE Noticias