Sergipe registra redução do roubo de cargas

Entre os anos de 2015 e 2016, o roubo de cargas no país provocou um prejuízo de mais de R$ 6,1 bilhões. Na contramão da estatística do crescimento vertiginoso desse tipo de crime aparece Sergipe onde, de janeiro até a primeira quinzena de dezembro, foi registrada apenas uma ocorrência.

Os números do Centro de Estatísticas e Análise Criminal (Ceacrim) da Secretaria da Segurança Pública mostram que esse tipo de modalidade criminosa, crescente em boa parte das rodovias federais do Brasil, saiu de 47 casos em 2016 para apenas um caso em 2017, na cidade de Itaporanga D'Ajuda, na região metropolitana de Aracaju. "Foi praticado por uma quadrilha de Pernambuco, que foi presa", afirmou o delegado Dernival Eloi, diretor do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope).

"Deflagramos várias operações relacionadas ao roubo de carga, trabalho que também foi desenvolvido pelas polícias Federal e Rodoviária Federal. As ações resultaram em dezenas de prisões não só dos assaltantes, como também dos receptadores", afirma Eloi. 

O diretor do Cope lembrou que Sergipe é cortado de norte a sul pela BR-101, o que torna o estado uma rota de passagem de cargas roubadas. "Focamos o trabalho em algumas organizações criminosas que atuavam em Sergipe. Foram presos vários assaltantes e descobertos vários galpões que ocultavam mercadorias. 

Não podemos negar que, apesar da redução, Sergipe ainda é um destino de cargas roubadas em outros estados, a exemplo da Bahia, principalmente na região de Tucano e Ribeira do Pombal", informou o delegado. 

Ao contrário do que ocorre no eixo Rio-São Paulo, quando o facções criminosas determinam os roubos de carga, em Sergipe, a polícia concluiu que as ações são praticadas por quadrilhas especializadas. Segundo Dernival Eloi, os casos mais comuns são na modalidade "tombo" - que é quando o motorista desvia a carga e procura a polícia para denunciar o suposto roubo.

F5 News