Advogado com nome falso é preso por comercializar imóveis em Sergipe

Denúncias anônimas levaram a Polícia Civil, por meio do Centro de Operações policiais Especiais (Cope), a um advogado natural de Umuarama/PR, suspeito de comercializar imóveis e veículos com o uso de documentação falsa em Sergipe.

Além disso, o homem tinha um mandado de prisão em aberto pela participação em um homicídio no Mato Grosso do Sul, onde estava foragido.As investigações começaram no ano passado, quando os policiais receberam a informação de que um advogado estaria no estado usando documentação falsa, adquirida pelo valor de R$ 8 mil. Marcus Gilvan Silva trocava e inseria apenas algumas letras no seu nome original para não ser identificado, seu nome na verdade era Marcos Ivan Silva.

Ele realizava a comercialização de imóveis, compra e venda de automóveis de luxo, e tentava agenciar bandas em diversos locais de Sergipe. Segundo a polícia,  Marcos havia comprado quatro veículos de luxo no estado. O próprio acusado afirmou que as compras eram feitas para depois revender. O último carro adquirido, um Fiat Toro vermelho, foi apreendido pela polícia.

O criminoso foi abordado quando saía de um cartório no Centro Comercial de Aracaju, onde havia acabado de transferir a posse de um apartamento. Após a prisão, os policiais solicitaram a realização de um Exame Pericial de Confronto Papiloscópico, executado pelo papiloscopista do Instituto de Identificação, Wendel da Silva.“Como ele emitia uma carteira de identidade falsa, nós enviamos a todos os institutos do Brasil o documento, tendo uma positivação do instituto do Mato Grosso do Sul, afirmando que havia uma ficha anomástica  em que coincidiam as digitais com um indivíduo conhecido como Marcos Ivan. Ao receber a ficha, identificamos que era a mesma pessoa. 

Daí entregamos a informação técnica e encaminhamos ao Cope”, disse Wendel da Silva.Para obter a exatidão da identidade falsa, foi pedido um exame pericial de identificação facial forense, realizado pela perita do Instituto Médico Legal, Susana Marciel Carvalho, que compararam as fotos dos documentos, concluindo que era inegável fazerem referência à mesma pessoa.“O exame é feito a partir de uma comparação de anatomia de face da imagem padrão (documento original confiável), com uma imagem questionada (documentos falsificados, câmeras de segurança ou internet). 

Essa perícia é exclusivamente feita por um odotolegista, profissional capacitado por este tipo de anatomia”, disse a perita.As pessoas que se sentirem lesadas por adquirir os bens com uma pessoa de identidade falsa, ou ainda, que percam os mesmos, segundo a polícia, poderão ser ressarcidas por Marcos Ivan, que responderá pelo ato na esfera civil. O indivíduo ficará em Sergipe para responder pelos crimes de todos os atos jurídicos em que foram utilizados os documentos falsos.

Homicídio

O criminoso foi condenado a cumprir 14 anos por um homicídio no estado do Mato Grosso, entretanto fugiu e escolheu Sergipe para se esconder e seguir sua vida. “Ele falou que não era advogado ainda, não teve participação, apenas conhecia alguns dos autores e que iria entrar com um recurso de revisão criminal, pois o caso dele é definitivo, condenado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Campo Grande.”, disse.* Estagiário sob supervisão da jornalista Aline Aragão.Foto: Cedida pela SSP.

F5 News