Caça-fantasma: MP denuncia servidores que recebiam até R$ 10 mil

O Ministério Público de Sergipe (MP) ofereceu mais uma denúncia, nesta sexta-feira, contra outros sete investigados no âmbito da operação Caça-Fantasma, que apura supostas contratações irregulares na Prefeitura de Aracaju, durante a gestão de João Alves Filho (DEM), de 2013 a 2016.

Entre os denunciados está o ex-prefeito e sua irmã Marlene Calumby, então secretaria de Governo. Conforme os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) , nesta denúncia foram detalhadas as contratações de cinco servidores em cargos de comissão, cujas remunerações variavam entre R$ 8mil e R$ 10 mil ao mês.

Foram denunciados o gráfico Aldsson Santos Lima, a corretora de imóveis Camila dos Santos, a técnica de enfermagem Fernanda Almeida Correia, a desempregada Izabel Cristina da Rocha Santos e a trabalhadora autônoma Josefa Iranilma Silva Boaventura. 

De acordo com as investigações, embora contratados, eles não exerceram nenhuma atividade laboral entre 2015 e 2016, mas foram remunerados, gerando um prejuízo contabilizado em quase R$ 670 mil.“Não há dúvidas de que a ocupação dos cargos comissionados no Gabinete do Prefeito de Aracaju, entre os anos de 2013 a 2016, com o recebimento das respectivas remunerações sem a efetiva prestação de serviços públicos pelos nomeados ora denunciados”, destacaram os promotores na Ação, que pede a devolução dos recursos que teriam sido recebidos de forma irregular.

Se a denúncia for aceita, os acusados responderão à ação judicial pelos crimes de peculato, associação criminosa e contra a paz pública. A defesa do ex-prefeito João Alves Filho (DEM) informou que ele só se manifestará  no bojo do processo. 

F5 News