OPINIÃO - Lula entrará para a história como maior ladrão da República

As disputas de poder nos municípios e nos Estados sempre passaram pelos organismos familiares. Mesmo as grandes disputas nacionais tiveram que contemplar as famílias na sua equação política.

A ascensão do Partido dos Trabalhadores, no começo da década de oitenta, aparentava uma reação a essa tradição. Os 13 anos do PT à frente da Presidência do país mostraram o contrário.

Ao antigo patrimonialismo dos Sarneys, Renans, Malufs, Jucás, Barbalhos, Maias et caterva se juntou um bolivarianismo sem projeto, mas com uma gana jamais vista na terra brasilis de aparelhamento do Estado e de centralização de toda a corrupção existente na República.

As práticas de corrupção cometidas no passado podem ser consideradas artesanais diante das proporções industriais inventadas pelo lulo-petismo. Nada ficou de fora da ação da quadrilha: bancos estatais, fundos de pensão, empresas públicas, orçamentos ministeriais, sistemas de regulação, programas sociais, sindicatos, times de futebol, entre outros.

Com o PT presidindo o Brasil, chegamos ao pior dos cenários: a instalação no poder central do fruto da aliança entre os velhos e os novos esquemas de corrupção. 

A descoberta e, mais ainda, o desenvolvimento das investigações, pode ser considerada uma dessas contingências históricas que sempre mobilizará os historiadores.

O fato é que com a “Operação Lava Jato” estamos testemunhando o desbaratamento de inúmeras organizações criminosas que atuaram por décadas na nossa República.

As provas de tudo isso têm sido expostas de maneira abundante e consistente, não somente nos autos dos processos, mas também na nossa imprensa. Somente os cínicos, os fanáticos e os empregados das quadrilhas flagradas tentam negar essa realidade.

No topo desse esquema, existe um homem: Luiz Inácio Lula da Silva. Indiciado em vários processos, já condenado em um deles, o apedeuta terá o seu destino traçado nesta quarta-feira, dia 24 de janeiro de 2018, pelo TRF 4ª Região.

Em caso de condenação, o que é mais do que provável pela abundância de provas (contratos, depoimentos, fotos, e-mails, notas fiscais), o líder da maior organização criminosa da história política do país viverá o primeiro dia do restinho da sua vida.

Outras condenações virão e aquele que foi ungido como a maior liderança popular do país (por um caldo de cultura política populista, autoritária e messiânica) entrará para a história como o maior ladrão da nossa República.

Este dia 24 de janeiro de 2018 é um daqueles momentos-chave da história de um país. Aquele em que os agentes de um Estado democrático de direito decidem aprimorá-lo ou deteriorá-lo. É a República contra o chefe da quadrilha, e espero que ainda existam juízes em Porto Alegre.

[*] É sociólogo e professor da Universidade Federal de Sergipe.