PM de Sergipe muda comando da Corregedoria

O coronel Campos foi exonerado do cargo de corregedor-geral da Polícia Militar de Sergipe. A determinação do Comando Geral foi publicada oficialmente no Boletim Geral Ostensivo da PM na noite de terça-feira (30).

O militar, cunhado do comandante geral Marcony Cabral, havia substituído na corregedoria o coronel Bené Oliveira Gravatá, que havia sido transferido para a Central de Inquérito da PM, criada pelo Comando. Segundo a assessoria de comunicação da PM, no entanto, no boletim não constam os motivos do afastamento.

No lugar do coronel Campos, assumiu interinamente a coronel Rita de Cássia que, atualmente, acumula também a função de chefe do Estado Maior. 

De acordo com a assessoria da PM, posteriormente outra pessoa deve ser nomeada na Corregedoria. Ainda não existe data prevista.A medida acontece justamente no momento em que a Polícia Militar enfrenta uma polêmica diante de denúncias sobre desvio de combustível das frotas. 

O coronel Gravatá, responsável pelo Inquérito Policial Militar (IPM) que investigou um suposto esquema de fraude no abastecimento das viaturas da corporação, levantou suspeitas sobre a dimensão da fraude descoberta, a respeito da conduta do comandante Marcony Cabral em relação ao caso e que, segundo ele, teria contado ainda com a participação de parentes do comandante.

O coronel Gravatá foi afastado da Central de Inquéritos por 10 dias e passou a responder a um procedimento administrativo disciplinar que tem por objetivo apurar sua conduta ético-disciplinar ao usar, durante entrevista à imprensa, expressões que ferem a imagem do comandante da PM e de toda a corporação.

Gravatá disse que prepara a defesa por escrito e que até a próxima quinta-feira (1º) apresenta ao comando, inclusive, pedido  de afastamento do comandante Marcony Cabral e do chefe da PM 4, tenente coronel Edenisson Santos da Paixão, responsável pelo abastecimento das frotas e que também é parente do comandante.

F5 News