Propagação de fake news nas eleições pode gerar punição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou dez resoluções que irão nortear a questão da propaganda eleitoral na internet e redes sociais além de pontos como financiamentos de campanha nas eleições do próximo ano. Uma delas penaliza o responsável pela criação de notícias falsas – as fake news. Ainda que sinalizadas positivamente, haverá discussões até o dia 5 de março, data final para que sejam publicadas de maneira oficial.

Isso porque existem sites e páginas em redes sociais que costumam propagar este tipo de material, muitas vezes para cumprir objetivos políticos e fins econômicos, já que, em sua maioria, contém viés sensacionalista. Em um tempo em que a internet se consolida como um dos principais meios de compartilhamento de conteúdo e, que, concomitantemente, a população vive com mais pressa, é comum que as informações contidas nas notícias falsas sejam mais facilmente tomadas como verdade.

O jornalista Fernando Freitas, diretor-fundador de uma agência de marketing digital, acredita que hoje as pessoas estão mais suscetíveis a confiar em fake news. “Qualquer pessoa pode criar o seu próprio veículo de comunicação. O mercado conta com diversas plataformas robustas, gratuitas e de manuseio intuitivo. Com isso, torna-se muito fácil produzir e postar conteúdos dos mais variados tipos, sem qualquer crivo ou compromisso com a realidade. Para falar sobre um determinado tema, não é preciso ser especialista. Basta um teclado ou uma câmera conectada à internet. E, com o grande volume de informação circulando, fica difícil para o internauta filtrar quais são realmente dignas de crédito”, explica.

Para ele, a dificuldade em identificá-las existem, e podem comprometer a solidez e a argumentação em debates, já que focos da argumentação podem ser baseados em fatos inverídicos ou imprecisos.

Recentemente, alguns casos de fake news ganharam notoriedade no em Sergipe, como a notícia de que a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino (PT) teria se deslocado da capital até Itabaiana em um helicóptero do Grupamento de Ações Táticas do Interior (Gati); outra onde o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Luciano Bispo (PMDB), teria alugado um imóvel por mais do que o dobro do valor verdadeiro para instalação da antena externa da TV Alese, e outras notas que também tomaram notoriedade no meio político e desmentidas envolvendo o vice-governador Belivaldo Chagas e o deputado federal André Moura (PSC). Sem falar nas constantes divulgações de mortes que não existiram ou falsas programações de eventos em todo o Estado, como o Forró Caju e outros festivais.

Com informações da Agência Brasil