SES revela números sobre dengue, chikungunya e zika vírus em Sergipe

A cada semana, a Coordenação de Informações e Estatísticas da Secretaria de Estado da Saúde (SES) lança dados sobre a situação epidemiológica relacionada às arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, em Sergipe. Num balanço realizado entre os anos de 2016 e 2017, relacionados à dengue, febre chikungunya e zika vírus, observou-se redução considerável dos casos. As ocorrências relacionadas à dengue, registradas em todo o território sergipano nesse período sofreram redução de 82%, passando de 3.399 casos, em 2016, para 600, em 2017. Os casos de febre chikungunya, por sua vez, passaram de 8.340 para 396. Já os de zika vírus, de 214 para 17 casos registrados.

Os levantamentos foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), cujo objetivo é coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das três esferas de Governo, por meio de uma rede informatizada. Através dele, torna-se possível apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise das informações de vigilância epidemiológica das doenças de notificação compulsória.

Arboviroses

Segundo a coordenadora de Informações e Estatísticas da SES, Eliane Nascimento, em 2017, o mês de janeiro foi o que mais acumulou casos de dengue, em Sergipe, totalizando 88 ocorrências registradas. No mesmo período do ano anterior, 428 casos foram contabilizados. “No que se refere à chikungunya, o maior número de casos no ano passado se deu em abril, com 81. Em 2016, no mesmo período, somaram-se 1.902. Em 2017, o maior número de registros sobre zika vírus ocorreu também em janeiro, com apenas cinco casos. Comparado a 2016, os índices sofreram redução de 90%”, ressaltou a coordenadora.

Papel dos municípios, da SES e da população

As ações de combate ao Aedes aegypti devem ser realizadas pelos municípios, de forma rotineira, com intensificações na notificação e investigação de casos suspeitos, visitas domiciliares, mobilizações e monitoramento do combate ao Aedes com suas equipes locais, população e todos os parceiros municipais engajados, fortalecendo a intersetorialidade.

Para fortalecer e apoiar as ações de controle, a SES promove capacitações destinadas aos agentes de saúde e de endemias, a fim de instrumentalizá-los para qualificação das tarefas. Além disso, realiza monitoramento e avaliação rotineira da situação epidemiológica disponibilizando dados e informações para acesso de todos. Cabe à população eliminar focos do mosquito em residências, bem como na área externa de casas e condomínios. Deve-se tampar toneis e caixas d’água, deixar garrafas sempre viradas com tampa para baixo e ralos limpos com aplicação de tela, retirar água acumulada na área de serviço, limpar potes de água para animais, bem como limpar ralos e canaletas externas, realizando manutenção periódica de áreas de piscinas e hidromassagem, verificando também instalações de salões de festas, banheiros e copas, entre outras medidas.

Lagarto Como Vejo