Sergipe deve ter quase 5 mil novos casos de câncer em 2018, estima INCA

Sergipe deve ter quase 5 mil novos casos de câncer em 2018, estima INCAPor Will Rodriguez

 “Você está com câncer.” Essa frase deve ser ouvida por quase cinco mil pessoas em Sergipe este ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Conforme o estudo "Incidência de Câncer no Brasil", 30% dos casos são estimados na capital sergipana, correspondendo a 1.500 diagnósticos.A maior parte dos casos no estado deve incidir sobre homens, 2.380 no total, correspondendo a uma taxa de risco de 211,3 para cada 100 mil habitantes do sexo masculino. 

Em relação ao sexo feminino, são esperados 2.550 casos dos mais diversos tipos de câncer, representando um risco de 215,4 para cada 100 mil pessoas do grupo.O tipo de câncer com maior incidência em homens, segundo a pesquisa, é o de próstata, com a estimativa de 700 novos casos diagnosticados durante este ano. Já nas mulheres, os de maior predominância são de colo de útero e mama, 250 e 550 possíveis diagnósticos, respectivamente.

O Inca afirma que em cada 10 casos, três estão relacionados ao estilo de vida que as pessoas levam. Hábitos como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, obesidade e exposição excessiva ao sol aumentam as chances de incidência da doença.Segundo os pesquisadores, cerca de um terço dos tipos de câncer podem ser evitados, o que significa um passo muito importante no aspecto da prevenção da doença no Brasil e no mundo. 

Os dados foram divulgados em um evento no Inca para o Dia Mundial do Câncer.O combate a notícias falsas e a boatos sobre a doença é um dos focos do Inca este ano. Para a diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho Mendes, o combate aos boatos representa uma forma de prevenir o câncer, porque a consequência muitas vezes é afastar os pacientes dos tratamentos corretos e criar falsas expectativas."Isso gera ansiedade, gera muitas vezes expectativas irreais, fantasiosas e frustração porque não funcionam. É preciso que a informação correta chegue ao paciente e quanto mais informação, mais preparado o paciente estará para enfrentar a doença", argumenta Pinho.