.

Com Termoelétrica, Sergipe deve se tornar 2º maior produtor do Nordeste

A partir da década de 90, o sistema elétrico brasileiro não conseguiu aumentar o número de reservatórios de usinas hidrelétricas para garantir a segurança do fornecimento em períodos de baixo nível de chuvas. 

Em novembro do ano passado, o nível dos reservatórios do Nordeste estava em 5,1%, quase metade do nível de um ano, deixando as usinas hidrelétricas com parâmetro de geração bem abaixo do desejável por causa dos já conhecidos problemas de seca do rio São Francisco.A alternativa apontada por alguns especialistas é investir na geração térmica, cujo fator predominante é a confiabilidade do sistema. 

Com uma potência de 1,5 gigawatts, a maior termoelétrica a gás natural da América Latina, em construção em Sergipe, pode praticamente dobrar a capacidade de produção do estado a partir de 2020.“Sergipe produz atualmente 1,7 MW e com a termoelétrica vai passar a poder produzir 3,2 MW, passando a ser o segundo maior produtor de energia do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia”, diz o diretor de Aplicações da GE, John Ingham, ressaltando ser a “única tecnologia que gera energia onde eu quero e quando quero”.

A Porto de Sergipe 1 será composta por três unidades geradoras: duas delas consumirão gás natural; a terceira funcionará com vapor superaquecido produzido dos gases desse processo, sem queima de combustível adicional. 

Em vez de os gases serem jogados na atmosfera, eles seguirão para dentro de uma caldeira de recuperação para transformar a água em vapor superaquecido, fazendo funcionar a terceira unidade. 

“É uma tecnologia que minimiza os potenciais danos ambientais”, diz o diretor.Segundo John Ingham, a turbina da usina vai permitir uma “resposta rápida ás flutuações da demanda da rede”. Ele afirmou que o uso da térmica pode reduzir o custo marginal da operação desse tipo de energia que é despachado quando as demais fontes (eólica e hidrelétrica) não conseguem atender à demanda do país, gerando uma economia estimada em R$ 4 bilhões ao ano para o setor elétrico, além de permitir o aumento da participação de energias renováveis na matriz energética nacional.

O governo de Sergipe planeja ampliar a geração de energia termoelétrica, utilizando gás natural, com os projetos Laranjeiras II e Marcelo Déda, também integrantes do Complexo de Geração de Energia, o que totalizará a geração de 3 GW, que segundo o Estado, “funcionará também como um atrativo para investimento em outros setores de geração de energia renovável”.Essa é a segunda de uma série de três reportagens sobre a Termoelétrica Porto de Sergipe 1.  

Por: F5 News