Jackson diz que recurso do Proinvest foi usado para pagar salários

O governador de Sergipe, Jackson Barreto (MDB), afirmou nesta quarta-feira (28) que quando assumiu o Governo do estado, após o falecimento do governador Marcelo Déda em 2013, não havia dinheiro em caixa e que os gestores, à época, usaram os recursos da primeira parcela do Proinvest para pagar salários.

O Proinvest é um programa do Governo Federal com o objetivo de permitir que os Estados tenham condições de acessar crédito com juros baixos e prazos longos, para investimento em obras de infraestrutura e programas que gerem emprego e renda.

O Governo de Sergipe chegou a contratar, há alguns anos, operação de crédito junto a bancos oficiais para a realização de obras de infraestrutura e urbanização, porém muitas delas não saíram do papel. 

É o caso do loteamento Recanto da Paz, antiga comunidade Malvinas, nas proximidades do aeroporto de Aracaju, que este ano virou objeto de Ação Civil Pública do Ministério Público Federal.

No ano passado, o Governo foi autorizado novamente a obter um empréstimo com a Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 560 milhões, destinado a obras do Programa.Segundo o governador, “não houve desvios, mas sim má gestão” e disse ainda, em entrevista à Mix FM, que enfrentou problemas para explicar que as obras que teriam que ser realizadas não aconteciam.

De acordo com Jackson,  o então secretário de Finanças, Oliveira Júnior, havia dito à época que, por falta de condições para pagar o funcionalismo, aquela gestão usou o dinheiro do Proinvest para pagar os salários, já que o recurso do Programa foi colocado em conta única.“Isso fez com que tivéssemos que arrumar dinheiro para continuar as obras”, revelou o governador, alegando, porém, que “mesmo com todas as dificuldades estamos realizando obras, prestei contas das obras do Proinvest e as obras estão aí” . Ele acrescentou que a previdência não era deficitária na gestão de Déda.

O deputado estadual Georgeo Passos, líder da oposição na Alese, comentou as declarações e cobrou investigação pelos órgãos de controle para apurar os responsáveis pela utilização do dinheiro, sob pena de improbidade administrativa. “JB finalmente resolveu falar a verdade. 

O dinheiro tinha um fim específico, mas não foi utilizado como deveria – afrontando assim os princípios da administração pública”, criticou.

Segundo o parlamentar, mais de R$ 70 milhões da primeira parcela do Proinvest foram liberados há anos, porém o restante do recurso não foi repassado ao Estado pela falta de comprovação do gasto. 

“Depois daquela luta toda da Assembleia Legislativa, onde a preocupação dos parlamentares era de que o dinheiro fosse usado para as obras, o Estado acabou gastando esse dinheiro como bem quis, por isso que as obras vêm se arrastando esses anos todos”, completou Passos.

Com informações da assessoria do deputado
Por: F5 News