Antipetista, manifestante agredido expressou revolta de muitos, diz mulher

Antipetista, Carlos Alberto Bettoni expressou "a revolta de muita gente" ao insultar o senador petista Lindbergh Farias em manifestação de apoio ao ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT), disse sua mulher, Terezinha Quaresma, 53.

O manifestante, administrador de empresas, foi agredido e sofreu traumatismo craniano. Foi submetido a uma cirurgia no mesmo dia, quinta-feira (5), no hospital São Camilo, e passa bem. 

Segundo o delegado titular da 17º DP, Wilson Roberto Zampieri, o principal suspeito da agressão é Manoel Eduardo Marinho, o Maninho do PT, que foi vereador e candidato a prefeito de Diadema pelo partido. O segundo suspeito identificado é o filho do político, Leandro Eduardo Marinho.

De acordo com o delegado, ambos prestarão depoimentos na semana que vem. Um terceiro suspeito ainda não foi identificado, segundo Zampieri.

Bettoni, disse sua mulher, "não é uma pessoa fanática. Está muito revoltado com o PT e essa política que temos acompanhado. Mas nada justifica alguém tentar assassinar outra pessoa por ataques verbais".

A pessoa que se sentir ofendida "tem todo o direito de se defender, abre processo, mas agressão física é injustificável", Quaresma protestou.

O marido estava na podóloga ao lado do instituto, viu o ato, deflagrado após a ordem de prisão de Lula, e "se achou no direito também de se manifestar".

"Ele estava na região por acaso, a mãe e a filha moram perto de lá, não é de participar desse tipo de evento. Se fosse na [avenida] Paulista, nem estaria lá", ela afirmou.

"Nunca fomos eleitores do PT, na verdade, sempre fomos meio anti-PT. Diante de tanto escândalo, a gente fica meio desacreditado, em cima do muro", ela disse.

Os dois votaram em Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial de 2014 em "não porque era o melhor candidato, mas por ser uma maneira de tirar o PT do comando do país", justificou.

"Acho que eles são exatamente isso que fizeram com o meu marido. São bandidos, não são dignos. É um partido de pessoas ignorantes, sem conhecimento", afirmou Quaresma.

Ela criticou a postura de Lindbergh e do Instituto Lula, que não telefonaram para prestar solidariedade a Bettoni, mesmo depois de terem cobrado gesto do tipo quando a caravana do petista foi alvejada no Paraná.

"Esse é um caso que a gente não pode pode deixar passar em branco, tem que punir para a sociedade ter mais confiança na Justiça", cobrou.

A mulher disse que Bettoni está na UTI e seu quadro inspira cuidados, mas não há riscos. Ela disse que ele não ficou inconsciente, a memória não sofreu abalos, nem a capacidade de fala.

Em nota, o São Camilo disse informou que "o paciente encontra-se estável e sem previsão de alta."